
O avanço da maré surpreendeu banhistas e causou transtornos em diversas praias do litoral baiano no domingo (30). Em regiões turísticas como Porto Seguro e Camaçari, o mar ultrapassou os limites habituais da faixa de areia, invadindo áreas comerciais e provocando prejuízos a comerciantes locais.
Em Camaçari, no Litoral Norte, barracas tradicionais da Praia de Guarajuba foram danificadas pela força da maré. O fenômeno também afetou áreas de lazer utilizadas por turistas e moradores, o que comprometeu a rotina de funcionamento dos estabelecimentos da orla. Vídeos compartilhados por moradores e reportagens do portal Alô Camaçari 24h mostram o mar chegando perigosamente próximo às estruturas de madeira e lona, além de carregar móveis e utensílios deixados nas barracas.
Já no extremo sul do estado, em Porto Seguro, o impacto foi ainda mais visível em praias famosas da região. Em Trancoso, na Praia dos Nativos, a maré avançou até o estacionamento, cobrindo partes da areia normalmente utilizadas por turistas. Em Arraial d’Ajuda, a Praia de Taípe teve sua faixa de areia reduzida drasticamente, com a água batendo nos coqueiros e alterando completamente a paisagem conhecida da região. A vila de Caraíva também foi afetada, embora com menor intensidade.
De acordo com o Porto Seguro Notícias, o fenômeno é conhecido como Maré de Perigeu, ou também chamado de Maré de Água Viva, e ocorre geralmente durante as transições de estações — entre verão e outono, e entre inverno e primavera no hemisfério sul. Essa maré mais intensa é resultado da proximidade entre a Lua e a Terra, o que intensifica a força gravitacional sobre os oceanos.
O episódio acendeu um sinal de alerta entre os comerciantes e autoridades locais, que agora avaliam possíveis medidas de contenção e reforço nas áreas mais vulneráveis. Especialistas destacam que eventos como este podem se tornar mais frequentes com as mudanças climáticas, exigindo planejamento urbano e ambiental mais rigoroso em regiões litorâneas.
Além dos prejuízos materiais, o avanço do mar também trouxe insegurança aos turistas, que precisaram sair das áreas de banho às pressas em alguns pontos. Felizmente, não há registro de feridos, mas a movimentação intensa da água gerou preocupação com possíveis deslizamentos ou colapsos em estruturas improvisadas.
Enquanto comerciantes contabilizam os danos e esperam apoio do poder público, o fenômeno chama a atenção para a fragilidade das zonas costeiras diante das forças da natureza e do impacto das mudanças climáticas em curso.
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