
Após uma série de denúncias e comentários nas redes sociais sobre uma possível falta de medicamentos na rede pública de saúde, a equipe do Fala Simões Filho realizou uma apuração direta na Central de Abastecimento Farmacêutico do município — e o resultado contraria os rumores.
A reportagem visitou o local, conversou com profissionais da área e verificou de perto o estoque disponível. A constatação foi clara: não há falta de medicamentos, e o sistema de distribuição segue funcionando normalmente.
A responsável pela assistência farmacêutica do município, Ananda Gonçalves, reforçou que a central está abastecida e que as unidades de saúde também recebem os medicamentos regularmente.
Medicamentos citados nas denúncias estão disponíveis
Entre os itens mais citados nas denúncias estava a risperidona, medicamento utilizado principalmente no tratamento de transtornos neurológicos e em pacientes com autismo.
Segundo a Secretaria de Saúde, esse e outros medicamentos seguem disponíveis no município, incluindo:
- Risperidona
- Depakene
- Medicamentos de uso contínuo e controlado
A gestora explicou ainda que, mesmo sendo um medicamento de responsabilidade estadual, o município tem realizado a compra para garantir o atendimento da população.
“Mesmo quando não é obrigação direta, a gestão entende a importância e garante o fornecimento”, afirmou.
Entenda por que surgem relatos de “falta”
Apesar do estoque regular, algumas situações podem gerar a impressão equivocada de desabastecimento.
Um dos principais fatores é o processo obrigatório para retirada dos medicamentos. Para ter acesso, o paciente precisa:
- Apresentar receita médica atualizada
- Estar em acompanhamento com profissional de saúde
- Realizar a solicitação na unidade correta
Sem cumprir essas etapas, o medicamento não pode ser liberado, o que muitas vezes é interpretado como falta.
Como funciona a distribuição dos medicamentos
O abastecimento das unidades de saúde segue um planejamento logístico estruturado, que envolve:
- Monitoramento constante dos estoques nas unidades
- Solicitação antecipada quando os níveis estão baixos
- Separação dos medicamentos na central
- Entrega conforme cronograma e demanda
Além disso, a Secretaria realiza compras planejadas para períodos de até 3 ou 4 meses, evitando falhas no fornecimento.
Em casos de aumento inesperado da demanda, a reposição pode ser antecipada para garantir o atendimento.
Fake news aumentam a pressão sobre o sistema de saúde
A Secretaria de Saúde também alertou para os impactos das informações falsas na rotina dos serviços públicos.
Segundo a gestão, além de causar preocupação na população, as fake news sobre falta de medicamentos aumentam a demanda nas unidades e dificultam o trabalho das equipes.
“Precisamos lidar com muitas responsabilidades e ainda combater desinformação. Por isso, é importante que a população busque informações oficiais”, destacou a responsável.
Situação atual: estoque regular e atendimento mantido
Com base na apuração feita pelo Fala Simões Filho, o cenário atual é de normalidade na rede municipal de saúde.
Os principais pontos confirmados foram:
- Estoque abastecido na central farmacêutica
- Distribuição ativa para as unidades de saúde
- Medicamentos disponíveis, inclusive os mais demandados
- Planejamento logístico em funcionamento
A apuração mostra que, apesar dos rumores, não há falta de medicamentos na rede pública do município. O episódio reforça a importância de verificar informações antes de compartilhá-las e de buscar canais oficiais para esclarecimentos.
Para a população, a orientação segue a mesma: manter o acompanhamento médico, apresentar a documentação necessária e procurar a unidade de saúde de referência para acesso aos medicamentos.
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