FGTS: trabalhadores têm até 12 de novembro para cobrar valor não depositado pelas empresas


Os trabalhadores têm até o dia 12 de novembro para cobrar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que não foram depositados pelas empresas nos últimos 30 anos. A partir do dia 13 de novembro, somente poderão cobrar os últimos cinco anos, num prazo de dois anos para entrar com as ações. O alerta é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Vestuário de Petrópolis Jorge Luiz Mussel, devido ao grande número de empresas, no Brasil, incluindo Petrópolis, que deixaram de depositar o FGTS.

Com o pagamento de R$ 500 do FGTS feito pelo Governo Federal, muitos estão indo no banco para receber e descobrindo que as empresas onde trabalharam ou trabalham não depositaram o FGTS e estão procurando os sindicatos para saber o que devem fazer. “Este fato me chamou atenção e por isso achei melhor divulgar a informação, pois é um direito do trabalhador”, disse Mussel, comentando ainda que, “depois do dia 13 de novembro, um trabalhador que trabalhou nos últimos 20 anos e não teve depositado o fundo, somente poderá revindicar cinco anos, quinze estarão perdidos”.

De acordo com dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, responsável pela cobrança, cerca de 228 mil empresas estão com dívida no depósito do FGTS, gerando um prejuízo para o país em torno de R$ 32 bilhões. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Vestuário se une a especialistas chamando atenção do trabalhador para que fiscalize se o empresário está ou não fazendo o depósito.

Jorge Mussel lembra que o patrão deve depositar todo mês 8% do salário para o FGTS e afirma que há várias formas de acompanhar para saber se foi feito ou não o depósito. A primeira dica de Mussel é o Cartão Cidadão, que permite ao trabalhador ir ao caixa eletrônico puxar um extrato. A outra forma é o aplicativo da Caixa Econômica Federal (CEF), que ao ser instalado no celular permite ao trabalhador acompanhar todos os depósitos. “O trabalhador pode ir à Caixa e cadastrar um telefone e, com isso, por meio de mensagem, o banco vai informar o valor e o dia do depósito do FGTS”, explicou Mussel.

Caso o trabalhador identifique que os depósitos de 8% do salário não estão sendo feitos, ele deve procurar a empresa em busca de esclarecimento, ou buscar apoio do sindicato para verificar junto à empresa porque os depósitos não foram feitos. “É importante que não se trata inicialmente de entrar com nenhuma ação contra empresa, mas saber porque o depósito não foi feito, pois é um direito do trabalhador tomar ciência”, afirmou o presidente do Sindicato. Fonte