
O Palácio do Planalto divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira, 31 de março, em que “desmente categoricamente qualquer envolvimento em ação de inteligência” contra o governo do Paraguai. A declaração foi uma resposta direta a uma matéria publicada pelo portal UOL, que revelou uma suposta operação hacker da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sob a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a reportagem, a ação teria sido planejada ainda durante o governo de Jair Bolsonaro, mas a sua execução só teria ocorrido na atual gestão, com a autorização do atual diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, nomeado por Lula. O alvo da operação seria o governo paraguaio, e o objetivo teria sido a coleta de informações sigilosas, especialmente dados referentes à renegociação das tarifas da usina hidrelétrica binacional de Itaipu.
O governo brasileiro nega veementemente as acusações e reforça que não houve qualquer ação de inteligência ou espionagem contra um país vizinho. A nota ressalta o compromisso do Brasil com o respeito à soberania das nações e o fortalecimento das relações diplomáticas no âmbito do Mercosul e da América do Sul.
Em paralelo, a Polícia Federal já abriu investigação para apurar se houve de fato a execução de uma operação hacker ilegal contra autoridades paraguaias e se a atual administração da Abin teve qualquer envolvimento. Caso confirmada, a ação poderia configurar uma grave violação da legislação brasileira e dos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.
A denúncia ganhou forte repercussão tanto no Brasil quanto no exterior, especialmente em Assunção, capital paraguaia, onde autoridades locais aguardam esclarecimentos formais do governo Lula. O episódio coloca pressão sobre a política externa brasileira e levanta debates sobre o uso da inteligência estatal e os limites éticos e legais da espionagem internacional.
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