Informalidade prejudica planos de aposentadoria para milhões de brasileiros

Informalidade e aposentadoria: um obstáculo para milhões de brasileiros

A informalidade é uma realidade que afeta cerca de quarenta milhões de brasileiros, e seu impacto na segurança financeira durante a aposentadoria é um tema que preocupa cada vez mais a população. Muitos brasileiros que trabalham na informalidade enfrentam dificuldades em cumprir os prazos de contribuição exigidos pelas regras da previdência, o que pode resultar em benefícios limitados, deixando-os sem as vantagens completas da aposentadoria.

Jacilene, que atualmente tem 50 anos, conseguiu um emprego com carteira assinada em uma escola infantil há quatro anos. Desde então, ela passou a contribuir para o INSS pensando na sua aposentadoria, mas lamenta não ter planejado melhor o futuro. “Eu me arrependo muito, até então pode-se dizer que ainda tem um tempo pela frente, mas tenho que trabalhar mais. Muito mais”, diz Jacilene, que passou vários anos sem vínculo empregatício e poderia ter pago o INSS para garantir a contagem de tempo, mas não o fez devido à falta de recursos.

Informalidade prejudica planos de aposentadoria para milhões de brasileiros
Informalidade prejudica planos de aposentadoria para milhões de brasileiros

A situação de Jacilene reflete a realidade de muitos dos 39 milhões de trabalhadores informais do país. Para se aposentar por idade, um homem precisa ter 65 anos e uma mulher, 62, e contribuir pelo menos por 15 anos. Quanto mais cedo alguém começar a contribuir, melhor, explica a presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB de São Paulo. “A previdência não é apenas trabalhar, ela oferece diversos benefícios, como o benefício de pensão por morte e o benefício por incapacidade por invalidez. Portanto, é importante que a pessoa comece a contribuir o quanto antes, garantindo uma aposentadoria mais tranquila.”

Para aqueles que não se enquadram nas regras da previdência social ou nunca contribuíram, existe a possibilidade de receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). No entanto, para ser elegível, é necessário ter pelo menos 65 anos de idade, tanto para homens quanto para mulheres, e uma renda inferior a 1/4 do salário mínimo, ou seja, menos de R$ 400. Para conseguir o BPC, é necessário se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico). É importante ressaltar que o BPC é um benefício assistencial de apenas um salário mínimo e não inclui abono ou 13º salário, além de não ser transferível para pensão por morte.

A falta de planejamento previdenciário e a informalidade podem representar obstáculos significativos para aposentadorias confortáveis. Portanto, é fundamental que os brasileiros estejam cientes das opções disponíveis e busquem orientação adequada para garantir um futuro financeiramente seguro na aposentadoria.

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