INSS: aposentadorias são prejudicadas com a crise no sistema


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O sistema digital do INSS ainda não está funcionando de acordo com as novas regras, o que impossibilita o registro de cadastros.  Segundo dados do próprio Instituto, das 2 milhões de pessoas que aguardam a aprovação de seus auxílios, 1,4 milhões realizaram pedidos de aposentadoria, o que equivale a 74% do total. Em suma, é possível observar que a atualização do sistema do Instituto a aposentadoria é o benefício que está sendo mais prejudicado.

Além disso  há também problemas recorrentes quanto ao balanço gerado pela Dataprev. A empresa é responsável por fazer um relatório com os dados de todos os segurados do INSS.

Entretanto, a documentação, que vem sendo realizada desde 2018, ainda não foi finalizada, atrasando ainda mais a atualização do sistema.

Por conta dessas problemáticas, o governo federal anunciou algumas medidas de contenção para ajudar a regularizar seu serviço de pedido de aposentadorias do INSS, auxílio doença, salário maternidade e mais.

Dessa forma, está se avaliando a possibilidade de contratar uma empresa terceirizada, responsável por ajudar a cadastrar as informações dos segurados no sistema.

Ao contratar terceirizados, o instituto permitiria que seus funcionários ficassem livres para poder trabalhar na análise dos benefícios.

Além disso, será ampliado também o orçamento destinado ao instituto para que o mesmo possa pagar bonificações aos seus servidores por tempo de trabalho.

O plano de ação está baseado em uma espécie de força-tarefa, de modo que possa reduzir absurdamente o número de pessoas nas filas de espera dos benefícios.

Segundo a lei, o prazo máximo para ter um pedido aprovado deve ser de até 45 dias. Entretanto, atualmente a trabalhadores esperando por mais de 120 dias.

Reajuste nas aposentadorias do INSS

Nessa sexta-feira (10), espera-se um anúncio que informará o reajuste dos salários do INSS para 2020. Os valores deverão ser modificados tendo em vista que o país agora conta com um novo piso salarial de R$ 1.039.

Com isso, cerca de 11,5 milhões de pensões e pagamentos serão modificados. O cálculo levará em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).