
A primeira-dama Janja da Silva voltou a entrar no centro das preocupações do núcleo político do governo. De acordo com informações divulgadas por Robson Bonin e confirmadas por aliados próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a imagem de Janja tem aparecido como um dos principais vetores de rejeição ao governo em pesquisas qualitativas recentes.
Segundo esses levantamentos, parte expressiva do eleitorado enxerga a atuação da primeira-dama com desconfiança, especialmente por seu protagonismo em agendas públicas e sua influência percebida nas decisões do presidente. Essa percepção tem gerado incômodo não apenas na oposição, que explora o desgaste de Janja como munição política, mas também entre aliados do próprio Partido dos Trabalhadores, que veem a primeira-dama como uma figura polarizadora.
Presença constante e estilo combativo incomodam eleitores moderados
Janja tem se mantido constantemente nos holofotes, seja acompanhando Lula em viagens internacionais, articulando pautas culturais e sociais ou participando ativamente das redes sociais do Planalto. Porém, o tom incisivo, as falas contundentes e o protagonismo em eventos oficiais geram a sensação, entre parte do eleitorado, de que ela ultrapassa os limites tradicionais do papel de primeira-dama.
Pesquisas qualitativas encomendadas por institutos de opinião apontam que a rejeição a Janja é particularmente intensa entre eleitores independentes e do centro político – justamente o público que Lula mais precisa conquistar para sustentar sua governabilidade e sonhar com um sucessor competitivo em 2026.
Petistas temem impacto nas eleições municipais
No PT, cresce o temor de que a imagem negativa de Janja respingue nos candidatos do partido nas eleições municipais de 2024. Prefeitos e dirigentes locais já alertam o Palácio do Planalto para o desgaste que a figura da primeira-dama pode representar nos palanques eleitorais. Nos bastidores, há quem defenda que Janja assuma um papel mais discreto até o fim do mandato, ao estilo das ex-primeiras-damas Marisa Letícia e Ruth Cardoso.
Apesar disso, Lula segue firme na defesa da esposa e evita qualquer gesto que sinalize recuo. Internamente, o presidente sabe que conter o ímpeto midiático de Janja sem provocar crise doméstica é um dos seus maiores desafios – e que equilibrar essa equação será vital para o futuro político do governo.
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