Lava-jato clandestino gera transtornos a moradores no Cia II


LAVA-JATO
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De acordo com relatos de um morador que prefere não ser identificado, um lava-jato clandestino foi montado no largo da quadra 6 do bairro Cia 2 em Simões Filho. O estabelecimento ilegal tem funcionado no espaço destinado para a convivência das pessoas, o que vem gerando bastante insatisfação, principalmente das senhoras que costumavam passar as tardes neste espaço.

Segundo o denunciante, os moradores também têm reclamado do som contínuo dos equipamentos utilizados para a lavagem dos carros, além das músicas que são colocadas durante quase todo o dia, com letras que causam constrangimento sobretudo em relação às mulheres e pessoas religiosas que são maioria no bairro. Segundo os mesmos, já houve dias que o lava-jato funcionou das 8 da manhã até às 19h, o que gerou forte incômodo.

O responsável pelo estabelecimento ilegal já ouviu reclamações de parte dos moradores, mas se nega a se retirar do local alegando que recebeu a liberação de um conhecido seu que trabalha no próprio órgão da prefeitura municipal responsável pela retirada deste tipo de equipamento clandestino das ruas, no caso a SEMOP (Secretária Municipal de Ordem Pública).

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 Ainda de acordo com os moradores, foram poucos aqueles que tiveram a coragem de ir reclamar com o responsável, a maioria tem se mantido calada por medo da violência, pois não conhece sobre a procedência do mesmo (que não é morador da Rua Princesa Isabel, onde fica o largo, e nem da Rua do Paraíso, que fica logo atrás de onde foi montado o lava-jato).

 

Ligação clandestina

Além de ter ocupado um espaço público e residencial, o que é devidamente proibido pela lei nº 8295/2012, o responsável pelo lava-jato também instalou um “gato de energia” em um poste próximo ao local para uso dos seus equipamentos. Moradores afirmam que a Coelba já foi acionada, mas até o momento o “gato” segue no local.

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Denúncia aos órgão públicos

Ainda em relação ao responsável pelo lava-jato, ele tem dito aos moradores, muitas vezes em tom agressivo, que “não está na porta de ninguém” e que “não está incomodando, está trabalhando”. Moradores que procuraram a SEMOP para denunciar a situação estão preocupados com a demora para a retirada do estabelecimento ilegal.

Segundo informação obtida com os próprios moradores, tal lava-jato foi montado em maio deste ano e as denúncias já começaram a ser feitas desde o mês de junho. Contudo, uma denúncia oficial só foi feita mesmo no último mês de outubro na SEDUR (Secretaria de Desenvolvimento Urbano), que desde o dia 21 deste referido mês já encaminhou a solicitação de retirada do lava-jato ilegal à SEMOP, ação que até o fechamento desta matéria segue sem ser efetivada.