
O desaparecimento de duas jovens em Simões Filho, cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS), transformou-se em um dos casos mais comentados dos últimos dias.
Tâmara Trindade da Silva, de 28 anos, e Mayane Coelho Brandão, de 20, foram vistas pela última vez na noite de quinta-feira (25), após saírem para beber em um depósito de bebidas localizado em frente a um cemitério no bairro Cia II.
Desde então, não houve mais notícias sobre o paradeiro delas, deixando familiares, amigos e a comunidade local em estado de alerta e angústia.
Quem são as jovens desaparecidas
-
Tâmara Trindade: 28 anos, trabalhava como atendente em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em Salvador. Era descrita pelos familiares como responsável, dedicada ao trabalho e muito próxima da amiga Mayane.
-
Mayane Coelho: 20 anos, mãe de uma menina, estava temporariamente hospedada na casa de Tâmara, como já fazia em outras ocasiões. Desempregada no momento, tinha planos de retomar os estudos e conseguir um trabalho fixo.
As duas se conheceram há cerca de quatro anos e mantinham uma relação de amizade intensa, sempre vistas juntas em passeios, encontros familiares e no dia a dia.
O que aconteceu na última noite
Na noite de quinta-feira (25), Tâmara e Mayane decidiram sair para um depósito de bebidas. O local, segundo testemunhas, é bastante frequentado por jovens da região.
Imagens de câmeras de segurança registraram as amigas por volta da meia-noite, deixando o local em uma motocicleta.
Depois disso, o rastro desapareceu:
-
O celular de Mayane estava quebrado, impossibilitando contato.
-
O celular de Tâmara foi desligado, reforçando a suspeita de algo grave.
Desde então, nenhum dos familiares conseguiu manter contato com as jovens.
Dor e desespero das famílias
Os familiares vivem dias de incerteza. A mãe de Mayane relata que a filha sempre manteve contato frequente, especialmente por ter uma filha pequena, e que o silêncio prolongado é motivo de grande preocupação.
A família de Tâmara reforça que a jovem nunca ficaria tanto tempo sem dar notícias e destaca que sua rotina era previsível. O sumiço inesperado das duas amigas levantou suspeitas de que possam ter sido vítimas de algum crime.
Investigação policial em andamento
O caso é investigado pela 22ª Delegacia Territorial (DT/Simões Filho).
Segundo a Polícia Civil, todas as linhas de investigação estão sendo consideradas. As autoridades já iniciaram:
-
Coleta de depoimentos de familiares e amigos.
-
Análise das câmeras de segurança da região.
-
Cruzamento de dados de telefonia para tentar identificar movimentações.
A polícia também disponibilizou o número 181 – Disque Denúncia, para que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro das jovens entre em contato. O sigilo é garantido.
Desaparecimentos na Região Metropolitana
Casos de desaparecimento não são raros na Região Metropolitana de Salvador. Dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apontam que, somente em 2024, foram registrados centenas de boletins de ocorrência relacionados a pessoas desaparecidas, com predominância entre jovens e mulheres.
Especialistas destacam que esse cenário reflete fragilidades sociais e de segurança pública, além da dificuldade de investigação em áreas periféricas, onde muitas vezes faltam câmeras de monitoramento e testemunhas dispostas a colaborar.
Mobilização da comunidade
Nas redes sociais, fotos de Tâmara e Mayane têm sido amplamente compartilhadas em grupos de moradores da RMS. Amigos e conhecidos organizam mutirões virtuais para divulgar o caso e pressionar por respostas rápidas das autoridades.
Essa mobilização ajuda a ampliar o alcance das informações e pode ser decisiva para que alguém reconheça as jovens e ofereça pistas sobre onde possam estar.
Impactos sociais e emocionais
O desaparecimento de Tâmara e Mayane evidencia a vulnerabilidade de jovens em regiões metropolitanas marcadas pela violência e pela ausência de políticas públicas eficazes. Além da dor das famílias, o caso levanta discussões sobre:
-
Segurança pública: a necessidade de mais policiamento preventivo e monitoramento.
-
Apoio às famílias: programas de acolhimento psicológico e social para parentes de desaparecidos.
-
Protocolos de resposta rápida: aceleração nos processos de investigação para reduzir riscos.
O que fazer em casos de desaparecimento
Especialistas recomendam que as famílias não esperem 24 horas para registrar o desaparecimento. O ideal é agir imediatamente. Entre as medidas:
-
Registrar boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.
-
Acionar o Disque Denúncia (181) com informações.
-
Compartilhar fotos recentes nas redes sociais e grupos comunitários.
-
Verificar hospitais, abrigos e delegacias da região.
Quanto mais rápido for o acionamento, maiores são as chances de localização.
Enquanto as famílias de Tâmara Trindade e Mayane Coelho vivem dias de incerteza, a comunidade de Simões Filho acompanha o caso com expectativa e preocupação.
O desaparecimento das jovens é mais um alerta sobre a realidade da segurança pública na Região Metropolitana de Salvador, reforçando a necessidade de respostas rápidas e políticas eficazes.
A esperança agora é que as investigações tragam respostas em breve e que as duas amigas possam ser encontradas com vida.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Fala Simões Filho no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.
