Obras do Atacadão podem ser paralisadas em Simões Filho


As obras da unidade do Atakadão de Simões Filho, na Região Metropolitana da Salvador (RMS), iniciaram em ritmo bastante acelerado, porém uma reivindicação dos moradores da cidade pode fazer com que esse ritmo caia até paralise o andamento da construção.

O impasse entre a construtora e a população está por conta da contratação da mão de obra local. Na ocasião do lançamento o prefeito de Simões Filho, Diógenes Tolentino, anunciou que a chegada da unidade geraria mais de 200 vagas de emprego na cidade de forma direta e indireta.

Segundo a população mesmo diante do acordo firmado por Dinha e outras autoridades políticas do município, que estiveram pessoalmente no local, os donos das construtoras AT e AS não estão cumprindo o que foi acordado.

Os moradores do entorno, onde está sendo construído o Atakadão, no Centro de Simões Filho, estão organizando uma manifestação pedindo a suspensão das obras, sob alegação de que a mão de obra local não está sendo priorizada.

A população informou ainda que a maior parte dos funcionários da obra são de outras cidades e que os profissionais de Simões Filho ficaram de fora do processo, mesmo tendo qualificação para exercer as funções.

O vereador, Jailson Soares (PP) representante dos moradores do km 25, Jardim Eldorado, confirmou que muitos vizinhos da obra estão lhe procurando para reclamar sobre a falta de oportunidade. “O pessoal está reivindicando que eles estão colocando pessoas de fora para trabalhar lá, sendo que em Simões Filho tem mão de obra especializada de armador, carpinteiro, pedreiro, ajudante, isso tudo. Então, nós não vamos aceitar essa situação e nem os moradores estão aceitando”, comentou Jajai.

O parlamentar também aproveitou para tranquilizar a população informando que o prefeito Dinha está ciente da informação e irá intervir no intuito de obrigar as construtoras cumprirem a exigência estabelecida no início do acordo.