‘Poderiam forjar mensagens’, diz Bolsonaro sobre celular de miliciano


O presidente Jair Bolsonaro voltou a se manifestar sobre a morte do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega. Em postagens em seu perfil oficial no Twitter, Bolsonaro declarou que, “sem uma perícia independente”, as mensagens do celular do miliciano poderiam ser “forjadas” para acusar inocentes.

“Quem fará a perícia nos telefones do Adriano? Poderiam forjar trocas de mensagens e áudios recebidos? Inocentes seriam acusados do crime?”, postou o presidente.

Bolsonaro também citou reportagem de VEJA que mostrou que a Justiça liberou o Instituto Médico Legal (IML) da obrigação de conservar o corpo de Adriano, o que pode dificultar o trabalho de uma perícia independente, considerada fundamental para esclarecer as circunstâncias da morte. “A quem interessa não haver uma perícia independente? Sua possível execução foi ‘queima de arquivo’?”, questionou Bolsonaro. O presidente ainda insinuou que o miliciano, líder de um grupo de matadores apelidado de Escritório do Crime, era inocente, ao afirmar que “sem uma perícia isenta os verdadeiros criminosos continuam livres”.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

– A quem interessa não haver uma perícia independente? Sua possível execução foi “queima de arquivo”?

– Sem uma perícia isenta os verdadeiros criminosos continuam livres até para acusar inocentes do caso Marielle.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

– PS.: quem fará a perícia nos telefones do Adriano? Poderiam forjar trocas de mensagens e áudios recebidos? Inocentes seriam acusados do crime?

“A atuação da PM-BA, sob tutela do governador do Estado, não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária, como apontam peritos consultados pela revista VEJA. É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário”, diz a nota divulgada por Bolsonaro em suas redes sociais.

Em sua última edição, reportagem de capa de VEJA trouxe fotos do corpo do ex-capitão que reforçam suspeitas de que ele foi morto com tiros disparados à curta distância – o que contraria a versão oficial da polícia da Bahia, responsáveis pela ação. As imagens também sugerem que, antes de morrer, Adriano da Nóbrega pode ter sofrido violência.