Presidente da cooperativa de transportes de Simões Filho defende maior diálogo com a Prefeitura


Após o anúncio da redução do valor das passagens dos micro-ônibus, o FALA SIMÕES FILHO conversou com o presidente da cooperativa de transportes do município, Orlando Azevedo. Ele falou sobre o novo modelo de cobrança, além da situação atual do transporte no município.

De acordo com Orlando, o valor de R$ 1,50 é válido para quem usa o cartão da cooperativa. A tarifa atende a todos os bairros e também há a integração dentro do transporte da cooperativa, pagando apenas uma passagem usando o mesmo cartão. Os objetivos da companhia são aumentar a receita de quem trabalha na área e combater o transporte clandestino no município.

“O clandestino acaba com a receita dos permissionários, que não conseguem arcar com as despesas. A cooperativa tem como objetivo ajudar o permissionário e procurar mecanismos para que ele possa melhorar sua situação financeira.”, explicou.

Orlando queixou-se da falta de apoio da Prefeitura de Simões Filho. Segundo ele, isso vem causando prejuízos a quem trabalha na área.

“A cooperativa não tem o apoio da Prefeitura, nem sequer da Secretaria de Transportes. O único transporte regulado no município, que leva o idoso e o deficiente e cobrimos a passagem. Um problema que a gente está passando hoje é que essa semana a Secretaria de Transportes está fazendo operação de combate ao clandestino, em tese, porque alguns carros da cooperativa estão sendo sendo apreendidos. Por essa dificuldade de renda, o permissionário deixa atrasar alguns documentos e os nossos veículos são apreendidos. Eu entendo e gosto dessa fiscalização, só que nossos carros ficam dois ou três dias no pátio. Hoje, dia 22 de março, temos dois carros presos”, explicou.

Sobre o apoio da Prefeitura e da Secretaria de Mobilidade Urbana, Orlando espera que haja um diálogo maior entre o poder público e a cooperativa de transportes de Simões Filho para a melhoria na qualidade do transporte no município. O dirigente também lembrou da possibilidade de licitação, que pode acontecer no começo de 2019. Porém, o presidente da cooperativa ressaltou que a população não pode esperar.

“Somos o único transporte que faz o transporte oficial dentro do município e a gente tem que se entender. Hoje não há esse entendimento entre a secretaria e a cooperativa. Eu estou aqui para ajudar a população e os cooperados. Estou aqui para o diálogo para um transporte melhor. O que depende da cooperativa está sendo feito. Criamos a integração e a tarifa reduzida. Para que eu venha fazer um transporte de qualidade, eu dependo da secretaria. A gente tem que andar lado a lado, buscar a melhoria para o transporte juntos. Vamos dizer que tenha a licitação em janeiro de 2019. Quantos meses temos pela frente? Vários meses. Até lá, vamos deixar essa maneira como está o transporte hoje? Vamos ficar de braços cruzados até quando? É por isso que eu quero entrar em um diálogo com a secretaria, entrar em diálogo com o prefeito e vamos trabalhar para que o transporte evolua. Dessa maneira como está, ninguém está aguentando”, explicou.