Simões Filho: obras em escola municipal estão paradas devido a falta de pagamento de salário


Simões Filho
Foto: reprodução

Mais um caso de falta de pagamento a funcionários chamou atenção da população de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador essa semana. Desta vez, foram os funcionários da empresa DFG, contratada para realizar a reforma da escola  Municipal Enock Pimentel Tourinho, em Ilha de São João, resolveram cruzar os braços.

De acordo com relatos dos trabalhadores,  todos os meses ocorrem atrasos nos salários e está é a terceira vez que eles realizam paralisação da obra por conta da falta de pagamento.

Ainda segundo informações de alguns trabalhadores da obra,os equipamentos de segurança (EPIs), exigidos pela regulamentação trabalhista no que se refere à construção civil não são fornecidos de maneira adequada pela empresa. Com isso, todos os envolvidos na reforma da escola estão expostos diariamente a riscos de acidentes.

Em entrevista ao programa Bahia No Ar, na manhã desta quarta-feira (22), o secretário de infraestrutura Carlos Netto, falou sobre o caso, e informou que a Prefeitura não tinha conhecimento sobre a falta de pagamento aos trabalhadores da obra de reforma da escola municipal citada.

Netto disse ainda,  que a prefeitura está fiscalizando de perto a evolução da obra e  irá entrar em contato com os responsáveis pela empresa para apurar a questão dos pagamentos. 

Vale ressaltar que, a obra de reforma da unidade escolar está bastante atrasada, visto que, o ano letivo para estudantes da rede municipal de Simões Filho deve começar em breve. Todavia o secretário afirmou  que possivelmente os serviços serão acelerados para que a inauguração aconteça na data prevista.

Contudo, não há previsão de quando o problema da falta de pagamento de salário dos funcionários que realizam o serviço será regularizado.

 

Outro caso de falta de pagamento de salário de empresas contratadas pela Prefeitura de Simões Filho

Na última  segunda-feira 20, ex- funcionários do Hospital Municipal de Simões Filho, que prestavam serviço  a empresa terceirizada Associação de Proteção à Maternidade e a Infância de Castro Alves (APMI) realizaram uma manifestação pacífica em frente a Secretaria de Saúde do município da Região Metropolitana.

Com microfone,faixas e palavra de ordem pedindo a “solução” para o transtorno que vem vivendo desde quando a empresa rompeu contrato com a Prefeitura os manifestantes disseram que até o momento o órgão municipal não deu uma posição concreta sobre o caso e eles continuam ser receber seus salários do mês de dezembro, e enfatizam que foram demitidos sem aviso prévio.

Ainda de acordo com os ex-funcionários  APMI encerrou o contrato com a Prefeitura no último dia 31 de dezembro e saiu do Hospital e além de não pagar o ordenado do mês doze, não realizou baixas nas carteiras de trabalho, nem quitou os débitos rescisórios dos servidores.