A Polimix, uma das maiores organizações do setor de materiais para construção civil, planeja instalar três novas fábricas de argamassa na Bahia. Cada empreendimento também deverá contar com uma unidade avançada de expedição de cimento, ampliando a capacidade de armazenamento e distribuição da companhia no estado.
A primeira fábrica está prevista para o entorno de Feira de Santana, importante polo industrial e logístico do interior baiano. O município exato e o terreno onde a unidade será instalada, entretanto, ainda não foram divulgados.
O projeto foi apresentado por representantes da Polimix à Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, a SDE, durante reunião realizada em 20 de janeiro de 2026. A proposta envolve novos investimentos industriais, modernização tecnológica, fortalecimento da cadeia da construção civil e geração de empregos em diferentes etapas dos empreendimentos.
Três fábricas terão produção automatizada de argamassa
De acordo com as informações apresentadas pela companhia, as três fábricas serão equipadas com tecnologias modernas e elevado nível de automação industrial. A estrutura deverá permitir maior controle sobre o processo produtivo, padronização dos materiais e aumento da eficiência operacional.
A argamassa é amplamente utilizada em obras residenciais, comerciais e de infraestrutura, principalmente em serviços de assentamento, revestimento, acabamento e regularização de superfícies.
A instalação das unidades na Bahia poderá aproximar a produção dos principais mercados consumidores, diminuindo a distância percorrida pelos materiais e oferecendo maior agilidade no atendimento às construtoras, lojas e distribuidoras.
A Polimix atua em diferentes segmentos, incluindo concreto, cimento, agregados, argamassa, logística a granel, energia renovável, economia circular e operações portuárias.
Primeira fábrica ficará no entorno de Feira de Santana
A primeira das três unidades deverá ser construída na região de Feira de Santana. Apesar da definição regional, a Polimix ainda não informou em qual município do entorno a fábrica será instalada.
A escolha da região está relacionada à sua importância logística. Feira de Santana conecta diferentes áreas da Bahia e está próxima de rodovias estratégicas para o transporte de produtos entre Salvador, o interior do estado e outras regiões do país.
A definição do terreno deverá considerar aspectos como disponibilidade de área industrial, acesso rodoviário, infraestrutura de energia, abastecimento de água, licenciamento ambiental e distância dos principais mercados atendidos.
Até o momento, não foram divulgados o cronograma das obras, a capacidade individual das fábricas nem a previsão para o início da produção.
Unidades também distribuirão cimento
Além da fabricação de argamassa, cada empreendimento deverá receber uma unidade avançada de expedição de cimento. A estrutura será responsável pelo armazenamento, movimentação e distribuição do produto para diferentes regiões baianas.
Segundo o projeto apresentado à SDE, a integração entre produção e expedição busca otimizar a logística e reduzir os deslocamentos entre os centros industriais, os depósitos e os locais de entrega.
Essa configuração poderá diminuir os prazos de distribuição e facilitar o abastecimento de obras e estabelecimentos comerciais. A estratégia também amplia a presença da Polimix na cadeia da construção civil, reunindo produção, armazenamento e logística em uma mesma operação.
Projeto poderá gerar novas vagas de emprego
A construção das fábricas deverá movimentar o mercado de trabalho durante as fases de implantação, montagem dos equipamentos e início das operações.
Na etapa de obras, poderão surgir oportunidades em áreas como construção civil, instalações elétricas e hidráulicas, montagem industrial, terraplanagem, transporte, segurança do trabalho e apoio operacional.
Após a inauguração, as unidades poderão demandar trabalhadores para produção, manutenção, controle de qualidade, logística, administração e operação de equipamentos automatizados.
A Polimix, porém, ainda não informou quantas vagas serão criadas, quais cargos estarão disponíveis ou quando os processos seletivos serão iniciados. Também não foram divulgados salários, benefícios ou requisitos profissionais.
Os interessados devem acompanhar os canais oficiais da companhia. A empresa mantém uma página destinada ao cadastro de currículos, mas não há confirmação de que processos seletivos específicos para as novas fábricas tenham sido abertos.
Valor do investimento ainda não foi divulgado
Apesar da dimensão do projeto, a companhia não apresentou publicamente o valor previsto para a implantação das três fábricas.
Também permanecem sem definição os municípios que receberão a segunda e a terceira unidades, o calendário de construção e a data estimada para o início das operações.
Como o projeto ainda depende da escolha dos terrenos e de etapas administrativas e ambientais, as informações poderão ser detalhadas à medida que a implantação avançar.
O anúncio, portanto, representa um plano de expansão industrial, mas não significa que as obras já tenham começado.
Sustentabilidade integra projeto de expansão
A proposta apresentada ao Governo da Bahia também inclui iniciativas relacionadas à autoprodução de energia, ao coprocessamento e ao reaproveitamento de resíduos.
O coprocessamento permite utilizar determinados resíduos como fonte de energia ou matéria-prima em processos industriais, reduzindo a necessidade de combustíveis convencionais e a destinação de materiais para aterros.
Já a autoprodução de energia pode diminuir a dependência da rede elétrica e proporcionar maior previsibilidade sobre os custos operacionais. A Polimix mantém negócios ligados à energia renovável e à economia circular.
Polimix atua na Bahia desde a década de 1990
A Polimix mantém operações na Bahia desde o início dos anos 1990. A organização possui atividades no Brasil e em outros países, como Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia e Estados Unidos.
A atuação internacional inclui unidades e operações voltadas à produção e ao fornecimento de materiais utilizados em pequenas construções, empreendimentos imobiliários e grandes projetos de infraestrutura.
A nova expansão poderá fortalecer a presença da empresa no mercado baiano e ampliar a oferta regional de argamassa e cimento. Entretanto, a quantidade de empregos, o investimento total e as datas de inauguração ainda dependerão das próximas etapas do projeto.
Governo destaca fortalecimento da construção civil
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, afirmou, na ocasião da apresentação, que a expansão de uma empresa do porte da Polimix reforça a cadeia produtiva da construção civil e pode contribuir para a geração de empregos, inovação e desenvolvimento econômico em diferentes regiões da Bahia.
A implantação das fábricas também poderá estimular fornecedores locais, empresas de transporte, prestadores de serviços industriais e negócios relacionados à manutenção e à distribuição de materiais.
Novos detalhes deverão ser divulgados depois da definição dos municípios, da conclusão dos estudos técnicos e do avanço dos processos de licenciamento.
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