A BR-324 continua parcialmente interditada nesta sexta-feira, 10 de julho, na altura do km 604, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. O bloqueio ocorre após novos sinais de instabilidade no pavimento e mantém o trânsito lento para quem segue entre Salvador e Feira de Santana.
No sentido Feira de Santana, a pista principal permanece totalmente fechada. Os veículos estão sendo direcionados para uma via lateral, o que reduz a capacidade de circulação e provoca retenções no trecho.
Já no sentido Salvador, a faixa da esquerda continua bloqueada. O tráfego está sendo realizado apenas pela faixa da direita, exigindo atenção redobrada dos motoristas que passam pela região.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal, o congestionamento chegou a aproximadamente quatro quilômetros durante a manhã. O tempo estimado para atravessar o trecho no sentido Feira de Santana era de cerca de 30 minutos, mas a duração do deslocamento pode aumentar nos horários de maior movimento.
Até o momento, não foi informada uma previsão para a liberação completa da rodovia.
Interdição da BR-324 afeta trânsito dentro de Simões Filho
Os impactos não estão restritos à rodovia. Com a interdição, muitos condutores passaram a utilizar ruas e avenidas de Simões Filho como alternativas para evitar o trecho bloqueado.
O aumento repentino na circulação de carros, caminhões e ônibus tem provocado lentidão em pontos da cidade, especialmente nas vias que permitem acesso à BR-324 e às regiões industriais.
Motoristas que conhecem pouco a região também podem enfrentar dificuldades ao buscar desvios, já que algumas rotas urbanas apresentam tráfego intenso, cruzamentos movimentados e circulação frequente de veículos pesados.
A recomendação é evitar o trecho sempre que possível, planejar a viagem com antecedência e acompanhar as atualizações dos órgãos responsáveis antes de sair de casa.
Como está o trânsito nos dois sentidos da BR-324
A situação no km 604 apresenta restrições diferentes conforme o sentido da viagem.
Sentido Feira de Santana
A pista principal está totalmente interditada. O fluxo foi desviado para uma via lateral, onde a circulação ocorre de forma mais lenta devido à redução do espaço disponível.
Esse é o sentido que concentra os maiores congestionamentos. A fila registrada chegou a cerca de quatro quilômetros, com demora estimada de aproximadamente 30 minutos para passar pelo trecho.
Sentido Salvador
A faixa da esquerda permanece fechada, enquanto os veículos trafegam somente pela faixa da direita.
Embora não haja bloqueio total nesse sentido, a redução de duas faixas para apenas uma diminui a capacidade da rodovia e favorece a formação de congestionamentos, principalmente nos horários de pico.
Problema começou após afundamento da pista
A situação no km 604 começou na terça-feira, 7 de julho, quando um afundamento no pavimento provocou a interdição da BR-324.
O problema causou longas filas e obrigou as equipes responsáveis pela manutenção da rodovia a iniciar serviços emergenciais para avaliar a estrutura e tentar restabelecer o tráfego com segurança.
Após dois dias de intervenções, o sentido Feira de Santana chegou a ser liberado na noite de quarta-feira, 8 de julho. A normalização, entretanto, durou pouco.
Na manhã de quinta-feira, 9 de julho, uma nova instabilidade foi identificada no mesmo trecho. O pavimento voltou a ceder e uma nova abertura apareceu na pista, obrigando as autoridades a interromper novamente a circulação.
Nova cratera levou à retomada do bloqueio
A nova ocorrência aumentou a preocupação com as condições da estrutura localizada abaixo do asfalto.
De acordo com as informações técnicas divulgadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, foi identificado um novo recalque do pavimento antes do início das obras definitivas de drenagem.
O recalque ocorre quando o solo ou as camadas que sustentam a pista sofrem movimentação ou compactação irregular. Esse processo pode provocar deformações, rachaduras e afundamentos no asfalto.
A identificação do novo problema indicou que o subleito da rodovia, responsável por sustentar as demais camadas do pavimento, ainda apresenta instabilidade.
Por segurança, a decisão foi manter as restrições até que as equipes técnicas consigam definir e executar uma solução capaz de recuperar a estrutura da pista.
Drenagem pode estar relacionada à recuperação do trecho
Os trabalhos no local envolvem a análise das condições do solo e do sistema de drenagem. A água acumulada sob a pista ou a drenagem inadequada podem comprometer a sustentação do pavimento e aumentar o risco de novos afundamentos.
Antes de realizar o fechamento definitivo da cratera e aplicar uma nova camada de asfalto, as equipes precisam identificar a origem da instabilidade. Caso contrário, o problema pode reaparecer mesmo após uma recuperação superficial.
A intervenção deve incluir a retirada do material comprometido, a recomposição das camadas inferiores, a correção da drenagem e a reconstrução do pavimento.
A complexidade do trabalho ajuda a explicar por que ainda não existe uma previsão oficial para a liberação total do km 604.
PRF e Dnit acompanham a situação
Equipes da Polícia Rodoviária Federal e do Dnit permanecem no trecho para sinalizar a área, orientar os condutores e acompanhar a movimentação do pavimento.
A presença dos agentes também é necessária para organizar o desvio no sentido Feira de Santana e controlar a circulação na faixa liberada em direção a Salvador.
Os motoristas devem reduzir a velocidade ao se aproximarem do km 604, respeitar a sinalização e evitar mudanças bruscas de faixa. A movimentação de máquinas e trabalhadores aumenta a necessidade de atenção.
Ultrapassagens indevidas pelo acostamento também devem ser evitadas, pois podem dificultar o acesso de viaturas, veículos de manutenção e equipes de emergência.
Caminhões podem enfrentar demora maior
A BR-324 é uma das principais ligações rodoviárias da Bahia e concentra intenso fluxo de veículos de carga entre Salvador, Feira de Santana e outras regiões do estado.
Com o desvio para uma via lateral, caminhões e carretas podem enfrentar dificuldades maiores para atravessar o trecho. Veículos pesados ocupam mais espaço, aceleram lentamente e exigem maior distância para realizar manobras.
A combinação entre caminhões, ônibus e carros de passeio aumenta a possibilidade de retenções prolongadas, especialmente no início da manhã, no fim da tarde e durante períodos de maior movimentação logística.
Empresas de transporte e motoristas profissionais devem considerar tempo adicional no planejamento das viagens.
Motoristas devem evitar horários de pico
Quem precisa passar pela BR-324 deve evitar, quando possível, os períodos de maior fluxo.
Antes de iniciar a viagem, é importante consultar aplicativos de trânsito, observar comunicados da PRF e avaliar a possibilidade de alterar o horário do deslocamento.
Motoristas que decidirem utilizar rotas por dentro de Simões Filho também devem considerar que as vias municipais estão recebendo um volume de veículos acima do normal.
Entrar na cidade nem sempre representa economia de tempo, principalmente quando diversos condutores escolhem o mesmo caminho alternativo.
Não há previsão de liberação completa
A BR-324 permanece com restrições no km 604 e ainda não existe uma data confirmada para a conclusão dos trabalhos.
A liberação dependerá da estabilização do solo, da correção dos problemas de drenagem e da reconstrução segura das camadas do pavimento.
Até que as equipes técnicas confirmem que não há risco de novos afundamentos, os bloqueios devem continuar.
A orientação aos motoristas é acompanhar as informações oficiais, respeitar os desvios e reservar mais tempo para o deslocamento entre Salvador, Simões Filho e Feira de Santana.
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