
O caso que já chocava o país pela morte da modelo baiana Ana Luiza Mateus ganhou um novo desdobramento grave: o principal suspeito do feminicídio, Endreo Lincon Ferreira da Cunha, foi encontrado morto dentro de uma cela da Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Civil, o homem não estava sob vigilância no momento em que tirou a própria vida. A situação acende um alerta sobre possíveis falhas no monitoramento de presos em unidades policiais.
Falta de vigilância permitiu suicídio dentro da delegacia
Segundo o delegado responsável pelo caso, Renato Martins, a carceragem da Delegacia de Homicídios não possui monitoramento contínuo 24 horas. Os presos são verificados em intervalos, o que abriu uma brecha para o ocorrido.
Endreo estava sozinho na cela e utilizou a própria bermuda para se enforcar. Em geral, detidos ficam apenas com roupas íntimas, mas, nesse caso, ele permaneceu com a peça, o que acabou sendo determinante.
A morte do suspeito agora será investigada em um inquérito separado, conduzido pela delegacia da Barra da Tijuca.
Investigação do feminicídio segue com novas evidências
Mesmo com a morte do suspeito, a investigação sobre a morte de Ana Luiza Mateus continua. A polícia já ouviu testemunhas, incluindo amigos da vítima e funcionários do condomínio onde ocorreu o caso.
Imagens de câmeras de segurança também foram coletadas e passam por perícia, buscando esclarecer as circunstâncias da queda da modelo do 13º andar de um prédio.
Relacionamento conturbado e discussão antes da morte
De acordo com depoimentos, Ana Luiza e Endreo mantinham um relacionamento instável. No dia do crime, o casal foi visto discutindo ao chegar ao condomínio.
A vítima teria decidido retornar para a Bahia, seu estado natal, e já possuía passagem comprada. A decisão teria irritado o suspeito, desencadeando uma sequência de discussões.
Após sair do local alterado, ele retornou ao apartamento, onde uma nova briga ocorreu. Pouco depois, a modelo caiu do prédio. Vizinhos relataram gritos e acionaram a portaria.
Suspeito usava identidade falsa e tinha histórico criminal
Outro ponto que chamou atenção das autoridades foi o fato de Endreo utilizar um nome falso, se passando pelo próprio irmão. Nem mesmo sua companheira ou advogados sabiam sua verdadeira identidade.
A farsa só foi descoberta horas antes de sua morte na cela.
Além disso, ele possuía mais de 20 anotações criminais, incluindo uma condenação por atropelar um policial civil.
Quem era Ana Luiza Mateus
Natural de Teixeira de Freitas, na Bahia, Ana Luiza Mateus atuava como modelo, maquiadora e psicóloga. Em 2026, ela participou do concurso Miss Cosmo Bahia.
A organização do evento lamentou profundamente a morte e destacou a necessidade de reflexão urgente sobre a violência contra a mulher no Brasil.
Caso expõe falhas e levanta debate sobre segurança e violência
A sequência dos fatos — da morte da modelo ao suicídio do suspeito sob custódia — levanta questionamentos importantes sobre segurança pública, falhas no sistema de custódia e, principalmente, sobre o avanço dos casos de feminicídio no país.
As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente o caso.
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