
A chamada “nova regra do insulfilm” voltou a preocupar motoristas brasileiros em 2026, principalmente por causa do aumento das fiscalizações nas ruas. Apesar de não se tratar de uma legislação recém-criada, a aplicação mais rígida das normas tem gerado multas frequentes e até retenção de veículos.
O ponto central está na falta de atenção a detalhes técnicos da película aplicada nos vidros. Pequenos erros — muitas vezes considerados “bobos” — podem resultar em penalidades pesadas, incluindo cinco pontos na CNH e necessidade de regularização imediata.
As regras seguem determinações do Contran, especialmente nas resoluções 960/2022 e 989/2023, que estabelecem critérios claros sobre o uso de películas automotivas.
O que diz a legislação atual sobre insulfilm
A legislação brasileira não proíbe o uso de insulfilm, mas estabelece limites técnicos rigorosos, principalmente relacionados à transmitância luminosa, ou seja, a quantidade de luz que deve passar pelos vidros.
Veja os principais critérios:
- Para-brisa: deve permitir alta passagem de luz (mínimo de 75%)
- Vidros dianteiros laterais: mínimo de 70%
- Vidros traseiros: regras mais flexíveis, mas ainda com limites
- Películas refletivas: proibidas em qualquer parte do veículo
O objetivo principal é garantir visibilidade adequada ao motorista, reduzindo riscos de acidentes — especialmente à noite ou em condições climáticas adversas.
6 erros comuns com insulfilm que podem gerar multa
Durante operações de fiscalização, alguns problemas aparecem com frequência e são responsáveis pela maioria das autuações. Confira os principais:
1. Película muito escura nos vidros dianteiros
Reduz a visibilidade e descumpre os limites mínimos de passagem de luz.
2. Baixa transmitância luminosa
Mesmo sem parecer tão escuro, o material pode bloquear mais luz do que o permitido.
3. Uso de insulfilm refletivo
Totalmente proibido pela legislação, pois causa ofuscamento em outros motoristas.
4. Bolhas ou defeitos na película
Imperfeições que prejudicam a visão também são consideradas infração.
5. Falta de selo ou identificação técnica
Toda película deve ter certificação visível indicando conformidade.
6. Produto sem certificação
Películas de baixa qualidade ou sem procedência são automaticamente irregulares.
Pode arrancar o insulfilm na blitz? Entenda o que acontece
Uma dúvida comum entre motoristas é se o agente pode retirar o insulfilm no momento da abordagem. A resposta é: não é esse o procedimento padrão.
O que acontece na prática:
- O agente identifica a irregularidade
- Registra a infração (classificada como grave)
- Aplica multa e soma 5 pontos na CNH
- Determina a regularização do veículo
Dependendo da situação, o carro pode ser retido até que o problema seja corrigido.
Além disso, pode ocorrer o chamado recolhimento virtual do CRLV, impedindo o veículo de circular até que esteja regularizado.
Penalidades previstas para quem descumpre a regra
| Tipo de infração | Classificação | Multa (R$) | Pontos na CNH | Consequência adicional |
|---|---|---|---|---|
| Insulfilm fora do padrão | Grave | 195,23 | 5 pontos | Retenção do veículo |
| Uso de película refletiva | Grave | 195,23 | 5 pontos | Retenção até regularização |
| Falta de certificação | Grave | 195,23 | 5 pontos | Possível remoção obrigatória |
| Defeito que prejudica visibilidade | Grave | 195,23 | 5 pontos | Exigência de correção imediata |
Fiscalização mais rígida aumenta risco para motoristas
O aumento das blitz em diversas cidades brasileiras tem intensificado a aplicação das regras. A fiscalização passou a utilizar equipamentos específicos para medir a transmitância luminosa, reduzindo a margem de interpretação.
Isso significa que práticas antes ignoradas agora estão sendo penalizadas com maior frequência.
Além disso, o endurecimento da fiscalização está diretamente ligado à segurança no trânsito. Estudos indicam que a visibilidade reduzida contribui significativamente para acidentes, especialmente em cruzamentos e à noite.
O que fazer para evitar problemas
Para não cair nas penalidades, o motorista deve:
- Verificar se a película atende aos padrões do Contran
- Exigir certificação e selo do fabricante
- Evitar películas muito escuras na parte frontal
- Realizar instalação com profissionais especializados
- Fazer manutenção para evitar bolhas ou desgaste
Detalhe simples pode sair caro
A nova onda de fiscalização mostra que o problema não está na lei — mas na forma como muitos motoristas ignoram detalhes técnicos.
Um insulfilm aparentemente comum pode esconder irregularidades que resultam em multa, pontos na CNH e até retenção do veículo.
Em 2026, mais do que nunca, manter o carro dentro das normas deixou de ser apenas uma formalidade e passou a ser essencial para evitar dor de cabeça no trânsito.
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