
A Polícia Civil da Bahia intensificou, nesta quinta-feira (27), o combate ao exercício ilegal da odontologia em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A Operação OdontoFake, deflagrada por equipes da 18ª Delegacia Territorial (DT/Camaçari), teve como foco o cumprimento de mandados de busca e apreensão para coletar provas e avançar em dois inquéritos que investigam atendimentos clínicos e estéticos realizados por pessoas sem qualquer habilitação legal.
Segundo a corporação, os suspeitos vinham atuando sem registro no Conselho Regional de Odontologia da Bahia (CRO-BA) e ofereciam serviços como limpezas, restaurações, clareamentos e aplicação de resinas, tudo de forma clandestina e sem condições sanitárias adequadas.
O que a polícia encontrou durante a operação
Durante as diligências, em diferentes endereços investigados, os policiais localizaram equipamentos típicos de consultórios odontológicos conduzidos por profissionais formados — o que reforça a suspeita de funcionamento irregular com fins lucrativos.
Instrumentos apreendidos
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Alicates odontológicos
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Pinças clínicas
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Afastadores bucais
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Maletas profissionais completas
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Máquinas de cartão, indicando cobrança pelos procedimentos
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Produtos estéticos usados em clareamento e restaurações
Todo o material foi recolhido para análise e anexação ao inquérito, que será remetido ao Ministério Público.
Condições sanitárias irregulares e risco à saúde
Além dos instrumentos, os agentes identificaram ambientes sem esterilização adequada, com armazenamento incorreto de materiais invasivos e ausência de equipamentos obrigatórios de biossegurança.
Segundo especialistas, atendimentos odontológicos ilegais podem causar:
Riscos comuns em procedimentos clandestinos
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Infecções graves
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Contaminação cruzada
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Danos irreparáveis aos dentes
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Riscos de transmissão de hepatites e outras doenças
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Complicações estéticas e funcionais
Consequências legais para os investigados
Os envolvidos podem responder com base no Código Penal Brasileiro:
| Crime | Artigo | Pena |
|---|---|---|
| Exercício ilegal da profissão | Art. 282 | Detenção de 6 meses a 2 anos |
| Perigo para a saúde pública | Art. 132 | Detenção de 3 meses a 1 ano |
| Estelionato (se houver cobrança) | Art. 171 | Reclusão de 1 a 5 anos |
O material apreendido será encaminhado ao CRO-BA e ao Ministério Público da Bahia, que devem adotar as medidas administrativas e judiciais necessárias para responsabilização dos envolvidos.
Próximas etapas da investigação
A Polícia Civil informou que as diligências continuarão para:
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Identificar todos os envolvidos na prática irregular
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Confirmar quantas pessoas foram atendidas nos locais
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Determinar se há reincidência ou ampliação da atividade criminosa
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Apurar a possível existência de uma rede organizada de falsos profissionais
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