
A greve dos rodoviários de Salvador foi suspensa nesta sexta-feira (22), após os trabalhadores aprovarem, em assembleia, uma proposta negociada durante mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5). Com a decisão, os ônibus começaram a retornar gradualmente às ruas ao longo da manhã, após horas de paralisação que afetaram milhares de passageiros na capital baiana.
A paralisação havia começado ainda na madrugada, deixando pontos lotados, terminais com grande movimentação e trabalhadores com dificuldade para chegar aos seus compromissos. Segundo informações divulgadas pela categoria e confirmadas pela imprensa nacional, a proposta aprovada inclui reajuste salarial de 4,11% e o mesmo percentual de aumento no ticket alimentação.
O que ficou definido no acordo
O acordo aprovado pelos rodoviários contempla pontos salariais e também mudanças nas condições de trabalho. Entre os principais itens aceitos pela categoria estão:
| Ponto do acordo | O que muda |
|---|---|
| Reajuste salarial | Aumento de 4,11% |
| Ticket alimentação | Reajuste de 4,11% |
| Horas extras | Passam a ser opcionais aos finais de semana |
| Telemetria | Redução para apenas um “BIP” |
| Mulheres no pernoite | Retirada das mulheres do sistema de pernoite |
| Cartas horárias | Criação de grupo de discussão com empresas, sindicato e Semob |
| Plano de saúde | Previsão de 10% de isenção |
| Ponto eletrônico | Implantação na OT-Trans em até 90 dias |
| Intervalo do café | Ampliação para 30 minutos |
Além do reajuste, a negociação incluiu reivindicações antigas da categoria ligadas à jornada, ao controle por telemetria e à organização das escalas. Para os trabalhadores, esses pontos eram considerados essenciais porque impactam diretamente a rotina dos motoristas e cobradores.
Ônibus voltam às ruas de forma gradual
Com a suspensão da greve, a retomada da circulação dos ônibus não ocorreu de forma imediata em toda a cidade. A normalização do serviço passou a acontecer de maneira gradual, à medida que os veículos deixavam as garagens e retornavam às linhas.
Durante as primeiras horas do dia, Salvador registrou forte impacto no transporte público. Passageiros enfrentaram demora, pontos cheios e maior procura por alternativas como transporte por aplicativo, vans e veículos particulares. A expectativa era de que a operação fosse regularizada ao longo do dia, conforme a frota voltasse às ruas.
Semob havia montado operação emergencial
Antes do fim da paralisação, a Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador (Semob) informou que acompanhava a situação nas garagens e nos principais terminais da cidade. A pasta também havia iniciado uma operação emergencial com veículos do Sistema Especial Complementar (STEC), numa tentativa de reduzir os efeitos da greve sobre a população.
Mesmo com decisão judicial determinando circulação mínima da frota, a capital amanheceu sem ônibus em operação regular. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a determinação previa circulação de parte da frota nos horários de pico e nos demais períodos, mas, até o início da manhã, os coletivos ainda não haviam saído das garagens.
Categoria comemora avanço nas negociações
O presidente do sindicato, Hélio Ferreira, afirmou que o acordo representa um avanço para os rodoviários, especialmente em pontos relacionados às condições de trabalho. A categoria também destacou a manutenção de direitos conquistados em negociações anteriores.
Apesar de o reajuste ficar no patamar da inflação, a aprovação da proposta encerrou o impasse que vinha sendo discutido entre trabalhadores e empresários do setor. A greve, mesmo com duração curta, foi suficiente para afetar a rotina de quem depende do transporte público diariamente em Salvador.
Impacto foi sentido logo nas primeiras horas
A paralisação atingiu trabalhadores, estudantes e moradores de diferentes bairros da capital baiana. Com a ausência dos ônibus nas primeiras horas desta sexta-feira, muitos passageiros precisaram reorganizar seus deslocamentos, atrasar compromissos ou buscar meios alternativos de transporte.
O episódio também reacendeu o debate sobre a dependência do transporte coletivo em Salvador e a necessidade de acordos trabalhistas que evitem a interrupção total do serviço, considerado essencial para a mobilidade urbana.
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