Um torcedor do Bahia identificado como Alexandre Borges, conhecido pelo apelido de Nakombi, morreu após ser atacado na Via Regional, em Salvador, neste domingo (23). O crime ocorreu poucas horas antes do clássico entre Vitória e Bahia, disputado no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Alexandre era integrante da Bamor, torcida organizada ligada ao Esporte Clube Bahia, e também havia feito parte da Torcida Uniformizada Terror Tricolor, grupo que publicou uma homenagem nas redes sociais após a confirmação da morte.
As primeiras informações divulgadas por diferentes veículos apontam que Alexandre estava em uma motocicleta quando teria sido perseguido por homens que estavam em um veículo. Após ser alcançado, ele sofreu agressões e ferimentos provocados por arma branca. O torcedor morreu ainda no local.
A dinâmica completa do ataque, a autoria e a motivação do homicídio ainda dependem da investigação policial.
Ataque aconteceu em uma das vias de acesso ao Barradão
O homicídio ocorreu na região da Via Regional, na área de Cajazeiras, um dos corredores utilizados para acessar diferentes pontos do entorno do Barradão.
Segundo as informações iniciais, Alexandre conduzia uma motocicleta quando passou a ser perseguido. Relatos publicados ao longo deste domingo indicam que o ataque terminou depois que a vítima foi alcançada pelos ocupantes de um automóvel.
Equipes policiais foram acionadas e a área foi isolada para os procedimentos de perícia. Agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e profissionais do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram mobilizados para a ocorrência, segundo informações divulgadas após o crime.
Até as últimas atualizações consultadas neste domingo, não havia confirmação pública sobre prisões relacionadas diretamente ao homicídio.
Quem era Alexandre Borges, o Nakombi
Alexandre Borges era conhecido entre integrantes de torcidas organizadas do Bahia pelo apelido Nakombi.
Além de fazer parte da Bamor, ele teve passagem pela Terror Tricolor, torcida fundada em 2004. Após a morte, o grupo publicou uma mensagem lamentando o ocorrido e destacando os vínculos de amizade e a paixão de Alexandre pelo Bahia.
A homenagem descreveu Nakombi como uma pessoa que construiu uma história dentro do grupo e deixou amigos entre os torcedores tricolores. A publicação recebeu diversas mensagens de pesar nas redes sociais.
Veículos que acompanharam o caso também confirmaram a identificação de Alexandre ao longo da tarde deste domingo.
Possível participação de integrantes de torcida rival é investigada
Informações preliminares divulgadas após o ataque apontaram a possível participação de integrantes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis, ligada ao Vitória.
No entanto, esse ponto precisa ser tratado com cautela: a responsabilidade individual dos envolvidos e a motivação do homicídio dependem da apuração das autoridades.
As primeiras versões indicam que homens teriam seguido Alexandre em um automóvel antes da abordagem. Algumas reportagens atribuem essa informação a relatos colhidos no local e a informações preliminares de agentes policiais.
A investigação deverá analisar imagens, depoimentos de testemunhas e outros elementos para identificar os autores e determinar se o assassinato teve efetivamente relação com confrontos entre torcidas organizadas.
Crime ocorreu horas antes do Ba-Vi
O assassinato ganhou ainda mais repercussão por ter ocorrido no mesmo dia do Ba-Vi, marcado para as 16h deste domingo no Barradão.
Apesar da proximidade de horário e local, não é possível afirmar apenas com esses elementos que o homicídio tenha sido provocado pelo clássico. Essa possível ligação deverá ser esclarecida pela investigação.
O domingo também teve registros de outros episódios envolvendo grupos de torcedores em Salvador. Houve relatos de confusões em diferentes regiões da capital, além de ocorrências de vandalismo contra ônibus. Segundo informações divulgadas pela imprensa, episódios foram registrados em áreas como São Caetano, Imbuí, Pirajá, Pernambués e Plataforma.
Na Via Regional, imagens divulgadas nas redes sociais também registraram correria e uma sequência de disparos depois do homicídio. As circunstâncias desse segundo episódio também precisariam ser esclarecidas pelas autoridades.
Caso reforça preocupação com violência envolvendo torcidas
O assassinato de Alexandre Borges volta a colocar em evidência a preocupação com episódios de violência associados a grupos organizados de futebol.
Embora rivalidades façam parte da cultura esportiva, confrontos extrapolam o ambiente dos estádios quando resultam em perseguições, depredações, agressões ou mortes, atingindo inclusive moradores, trabalhadores e usuários do transporte público que não possuem qualquer envolvimento com os grupos.
No caso registrado neste domingo, a prioridade da investigação será estabelecer quem participou diretamente do ataque, reconstruir o trajeto da perseguição e esclarecer sua motivação.
Também será necessário determinar se outros episódios registrados antes do clássico possuem conexão entre si ou se são ocorrências independentes.
Polícia deverá identificar os responsáveis pelo homicídio
Com a coleta de provas realizada na região e a análise de possíveis imagens registradas ao longo da Via Regional, a investigação poderá avançar na identificação dos envolvidos.
Até o fechamento desta matéria, as informações disponíveis ainda eram predominantemente preliminares e não havia anúncio público de suspeitos presos ou responsabilizados formalmente pelo assassinato.
A identificação de Alexandre Borges como vítima foi divulgada ao longo da tarde, enquanto amigos e integrantes de torcidas ligadas ao Bahia publicavam homenagens e mensagens de despedida nas redes sociais.
O caso segue sob investigação e novas informações poderão esclarecer a dinâmica do ataque, a quantidade de envolvidos e a motivação do crime.
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