O desaparecimento do vendedor autônomo Gleidison dos Santos, conhecido como Max GDS, mobiliza familiares e chama atenção em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Ele saiu de casa no dia 2 de setembro para visitar clientes e realizar cobranças, mas não retornou.
Segundo informações repassadas pela família, Gleidison trabalhava por conta própria comercializando móveis, eletroeletrônicos e materiais de limpeza. Os produtos eram vendidos também por meio de notas promissórias, e ele teria aproximadamente R$ 60 mil para receber de clientes.
O caso ganhou repercussão após familiares participarem do Balanço Geral Bahia, da Record Bahia, e relatarem os últimos locais onde o trabalhador teria sido visto.
Vendedor saiu de casa pela manhã para visitar clientes
De acordo com os familiares, Gleidison deixou a residência, no bairro Pitanguinha Nova, por volta das 8h do dia 2 de setembro.
O objetivo seria seguir a rotina de cobranças de parcelas referentes aos produtos comercializados por ele.
Depois de sair de casa, o vendedor teria descido em direção à região da Pitanguinha e parado em uma padaria. No local, comprou um misto e dois copos de café.
Posteriormente, seguiu para outra localidade e tomou café na residência da mãe de uma cliente. Esses relatos passaram a ajudar a família a reconstruir os movimentos realizados por ele antes do desaparecimento.
Cliente teria sido uma das últimas pessoas a vê-lo
A sequência de acontecimentos relatada pela família indica que Gleidison também passou pelo salão de uma cliente.
Entre 10h e 11h, ele teria deixado o estabelecimento acompanhado da mulher, que seguia para realizar um atendimento de manicure na residência de outra pessoa.
Durante o trajeto, entretanto, a profissional recebeu uma ligação informando que o serviço havia sido cancelado. Ela retornou ao salão, enquanto Gleidison continuou sozinho.
Segundo os parentes, essa mulher foi uma das últimas pessoas conhecidas a estar com o vendedor antes de ele desaparecer.
A família informou que não sabe com precisão qual seria o destino seguinte de Gleidison e também não confirmou se ele chegou a realizar outras cobranças depois de se separar da cliente.
Cerca de R$ 60 mil estariam pendentes de pagamento
Um dos pontos que chamam atenção no caso é o valor que o vendedor teria para receber.
De acordo com a família, aproximadamente R$ 60 mil estavam distribuídos entre dívidas de clientes relacionadas às vendas feitas pelo trabalhador.
A informação também foi apresentada pela Record Bahia: o vendedor havia saído de casa para realizar cobranças e teria valores a receber que, somados, chegariam a aproximadamente R$ 60 mil.
Até o momento, porém, as informações disponíveis não permitem estabelecer qualquer relação entre as dívidas e o desaparecimento.
Também não há confirmação pública, nas fontes consultadas, de que Gleidison estivesse carregando esse valor em dinheiro quando deixou a residência. O relato familiar é de que a quantia correspondia a valores que ele ainda tinha para receber.
Rede social apareceu online durante período de buscas
Outro elemento relatado pelos familiares chamou atenção.
Uma das irmãs afirmou ao Balanço Geral Bahia que a conta de Gleidison em uma rede social apareceu online durante o período em que ele já estava desaparecido.
Segundo o relato, o perfil ficou ativo em uma sexta-feira, por volta das 13h43, mas nenhuma das mensagens enviadas pela família teria recebido resposta.
O aparecimento do perfil online aumentou a preocupação dos parentes, mas, isoladamente, não permite determinar quem acessou a conta nem de onde ocorreu o acesso.
Não há, nas informações disponíveis, confirmação sobre eventual análise técnica do aparelho celular ou da conta para tentar identificar a origem dessa atividade.
Família procurou por Gleidison em hospitais e no IML
Desde o desaparecimento, familiares começaram uma mobilização para tentar descobrir o paradeiro do vendedor.
Segundo o relato, parentes procuraram informações em hospitais e no Instituto Médico Legal (IML), mas não encontraram registros que esclarecessem onde Gleidison estava.
Fotografias dele também começaram a circular nas redes sociais e entre moradores da região para ampliar o alcance das buscas.
A ausência de contato é considerada incomum pela família. Os parentes afirmam que Gleidison mantinha comunicação frequente com os irmãos e não tinha o costume de permanecer longos períodos sem dar notícias.
Ele também é pai de uma criança de 4 anos.
Acidente levou vendedor a mudar de profissão
A história profissional de Gleidison também foi relatada pela família durante a reportagem.
Uma das irmãs contou que ele passou a trabalhar diretamente com vendas depois de sofrer um acidente de carro no qual quebrou os dois braços.
As limitações provocadas pelo acidente teriam dificultado a continuidade da atividade profissional exercida anteriormente. A partir daí, ele encontrou nas vendas de móveis, eletroeletrônicos e outros produtos uma alternativa para obter renda.
A atividade incluía contato direto com clientes, entrega de mercadorias e cobranças posteriores de parcelas.
Informações sobre os últimos passos foram entregues à polícia
Os familiares afirmaram que repassaram às autoridades as informações reunidas sobre os últimos movimentos de Gleidison antes do desaparecimento.
A reportagem informou ainda que a Polícia Civil realizaria diligências para tentar esclarecer o caso.
Entre os elementos considerados importantes estão os locais visitados pelo vendedor naquela manhã, as pessoas com quem manteve contato e a movimentação posterior registrada em sua conta de rede social.
Até a publicação das informações que serviram de base para esta matéria, não havia confirmação de que Gleidison tivesse sido localizado.
A família continua buscando informações que possam ajudar a esclarecer o desaparecimento e identificar o que ocorreu depois que o vendedor foi visto pela última vez em Simões Filho.
