O Bolsa Família terá aumento de aproximadamente 15% a partir de outubro, elevando o valor mínimo mensal pago às famílias atendidas pelo programa. Com a mudança anunciada pelo governo federal nesta quinta-feira (17), o piso sobe dos atuais R$ 600 para R$ 691.
O valor médio recebido pelas famílias também deve aumentar. Segundo informações divulgadas pelo governo, a média nacional passará de aproximadamente R$ 675 para R$ 777 mensais, embora o valor efetivamente depositado continue variando conforme a composição de cada família.
Quando começa o novo valor do Bolsa Família?
Os primeiros pagamentos com o reajuste serão realizados a partir de 19 de outubro de 2026. O calendário continuará seguindo o último dígito do Número de Identificação Social, o NIS.
O cronograma oficial do Ministério do Desenvolvimento Social prevê depósitos entre 19 e 30 de outubro.
| Final do NIS | Pagamento em outubro |
|---|---|
| 1 | 19 de outubro |
| 2 | 20 de outubro |
| 3 | 21 de outubro |
| 4 | 22 de outubro |
| 5 | 23 de outubro |
| 6 | 26 de outubro |
| 7 | 27 de outubro |
| 8 | 28 de outubro |
| 9 | 29 de outubro |
| 0 | 30 de outubro |
O beneficiário deve considerar o último número do NIS, sem confundi-lo com os dígitos referentes à via do cartão.
Outros benefícios também serão reajustados
A correção não ficará restrita ao piso de R$ 600. Os componentes que formam o pagamento do Bolsa Família também serão atualizados.
O benefício básico por integrante da família, por exemplo, passa de R$ 142 para R$ 164. Já o adicional destinado a crianças pequenas passa de R$ 150 para R$ 173.
Os adicionais de R$ 50 pagos a determinados integrantes, como gestantes, lactantes e crianças e adolescentes dentro das faixas previstas pelo programa, sobem para aproximadamente R$ 58.
Isso significa que famílias com crianças, adolescentes ou gestantes poderão continuar recebendo valores acima do piso, de acordo com sua composição e com os benefícios adicionais aos quais tenham direito.
Por que o Bolsa Família foi reajustado?
O governo informou que a correção considera a inflação acumulada desde a reformulação do programa. Segundo o Ministério do Planejamento, o índice utilizado para justificar o reajuste ficou em torno de 15%.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que existe espaço fiscal para absorver o aumento das despesas. O governo estima impacto de aproximadamente R$ 5,8 bilhões ainda em 2026. Para 2027, a despesa adicional projetada fica em torno de R$ 22 bilhões a R$ 22,7 bilhões.
O governo afirma que o reajuste está previsto dentro do espaço orçamentário disponível. A medida foi anunciada em 17 de setembro, durante reunião no Palácio do Planalto.
Quem pode receber o Bolsa Família?
As regras de elegibilidade do programa permanecem vinculadas principalmente à renda familiar e à inscrição no Cadastro Único.
O reajuste anunciado não significa inclusão automática de novas famílias. Quem ainda não recebe precisa estar inscrito no Cadastro Único e passar pelos procedimentos de análise e seleção do programa.
Para quem já é beneficiário, é importante manter os dados cadastrais atualizados, principalmente informações sobre endereço, renda, composição familiar, nascimento de filhos ou mudança de escola das crianças.
Como consultar o novo pagamento
O valor do benefício e a data prevista para liberação podem ser acompanhados pelos canais digitais utilizados pelo programa, especialmente o aplicativo Bolsa Família e o Caixa Tem.
O dinheiro depositado pode ser movimentado digitalmente, inclusive para pagamentos e transferências. Também é possível realizar saques pelos canais disponibilizados pela Caixa.
Como o valor final depende da estrutura de cada família, nem todos os beneficiários receberão exatamente R$ 691 ou R$ 777. O primeiro número corresponde ao novo piso familiar, enquanto o segundo representa uma estimativa de benefício médio após o reajuste.
