Os passageiros do transporte público de Salvador terão uma nova opção para pagar a passagem pelo celular. A Prefeitura prevê iniciar neste sábado, 17 de outubro, os testes de pagamento por QR Code nas linhas do BRT. Para utilizar a modalidade, será necessário criar um cartão virtual no aplicativo KIM e adicionar créditos por Pix.
A mudança exige atenção a duas regras: o QR Code não permitirá integração tarifária durante os testes e o início da operação experimental não representa o fim do pagamento em dinheiro em toda a frota da capital.
A tecnologia será avaliada inicialmente no BRT. Depois dessa etapa, a previsão é ampliar o serviço para os ônibus do Sistema Integra, conforme os resultados e os ajustes necessários. Ainda não há, nas informações apresentadas, um calendário definitivo para essa expansão.
O que muda a partir de sábado?
A novidade prevista para 17 de outubro é o início dos testes de uma alternativa de pagamento que dispensa a apresentação do Salvador Card físico. O passageiro poderá gerar um código no celular e apresentá-lo ao leitor indicado para validar a passagem.
Nesse primeiro momento, o serviço ficará restrito ao BRT. Portanto, quem utiliza outras linhas municipais não deve presumir que poderá embarcar com o QR Code assim que os testes começarem.
A fase experimental permitirá avaliar o funcionamento da leitura dos códigos e a experiência dos usuários antes da ampliação. O cronograma de implantação nas demais linhas dependerá dessa avaliação.
Quando os ônibus de Salvador deixarão de aceitar dinheiro?
A retirada do pagamento em espécie ocorrerá por etapas. A regulamentação descrita prevê que a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) defina quais linhas serão incluídas na mudança e comunique os passageiros previamente.
O aviso deverá ocorrer com pelo menos 30 dias de antecedência, acompanhado das informações sobre as alternativas para adquirir e recarregar créditos eletrônicos.
Ainda não foi informada uma data única para encerrar o recebimento de dinheiro em todos os ônibus de Salvador. Assim, os passageiros devem acompanhar os comunicados referentes à linha que utilizam, especialmente antes de alterar a forma habitual de pagamento.
O teste do QR Code e a retirada gradual do dinheiro são medidas relacionadas à bilhetagem eletrônica, mas têm etapas próprias. A estreia da tecnologia no BRT, por si só, não determina a suspensão imediata do pagamento em espécie nas demais linhas.
Como pagar a passagem com QR Code pelo aplicativo KIM?
Para utilizar a nova modalidade, o passageiro deverá preparar o cartão virtual e gerar o código antes do embarque. O procedimento informado para a fase de testes inclui:
- Instalar o aplicativo KIM e fazer o cadastro.
- Criar um cartão virtual dentro da plataforma.
- Adicionar créditos por Pix, meio de recarga previsto para essa modalidade durante os testes.
- Selecionar a linha que pretende utilizar.
- Gerar o QR Code de embarque.
- Apresentar o código na tela do celular ao validador indicado para liberar a passagem.
O código ficará vinculado à linha escolhida e terá validade de 30 minutos. Cada QR Code permitirá apenas um embarque.
Na prática, a escolha da linha deve corresponder ao serviço que o passageiro vai utilizar. Também é recomendável gerar o código próximo ao momento do embarque, levando em conta o prazo de validade e eventuais atrasos na chegada do veículo.
O passageiro perde dinheiro se o código vencer?
Não. Conforme as regras divulgadas para o sistema, a tarifa será descontada do cartão virtual somente quando o QR Code for utilizado no validador.
Se os 30 minutos terminarem antes do embarque, o código expirará, mas o saldo continuará disponível. O usuário poderá emitir outro para realizar a viagem.
A plataforma permitirá manter apenas um QR Code válido por vez. Após a utilização do código anterior, será possível gerar um novo imediatamente.
Essa regra diferencia a emissão do código da cobrança da passagem: gerar o QR Code não significa, por si só, que o valor já foi debitado.
QR Code dará direito à integração com ônibus ou metrô?
Não durante a fase de testes. O QR Code será válido para uma única viagem e não oferecerá integração tarifária.
Quem embarcar com essa modalidade e precisar utilizar outro ônibus deverá emitir um novo código para a próxima viagem, desde que a linha também aceite a tecnologia. O passageiro não deve contar com o benefício da integração ao organizar esse deslocamento.
O pagamento por QR Code também não será aceito no metrô nem nos veículos do Sistema de Transporte Especial Complementar (STEC) nessa etapa.
Para quem combina ônibus, BRT e metrô no trajeto diário, a orientação é continuar utilizando um meio de pagamento compatível com as regras de integração do percurso. Essa atenção pode evitar a escolha de uma modalidade que resulte em cobranças separadas.
O saldo do Salvador Card físico poderá ser usado no aplicativo?
O cartão virtual do KIM funcionará de forma independente do Salvador Card físico. Os saldos não serão compartilhados e não haverá transferência de créditos entre os dois.
Isso significa que o dinheiro disponível no cartão físico não poderá ser utilizado automaticamente para gerar um QR Code. Da mesma forma, os créditos adicionados ao cartão virtual não poderão ser transferidos para o cartão físico.
Antes de fazer uma recarga, o passageiro deve verificar qual modalidade pretende usar. Essa escolha é especialmente relevante para quem depende de integração ou utiliza diferentes sistemas de transporte ao longo do dia.
Será obrigatório ter celular para pagar a passagem?
A regulamentação apresentada prevê outras modalidades de bilhetagem eletrônica. Portanto, a transição não significa que todos os passageiros terão de utilizar um smartphone.
Entre as opções relacionadas ao sistema Salvador Card estão:
- Bilhete Avulso;
- Bilhete Identificado;
- Vale-Transporte Eletrônico;
- Vale-Transporte Especial;
- Meia Passagem Estudantil.
A compra e a recarga dos créditos poderão ocorrer pelos canais disponíveis para cada modalidade, como aplicativos, sites, terminais de autoatendimento, postos físicos e estabelecimentos credenciados.
A lista de pontos de atendimento e recarga deverá ser disponibilizada pelo Salvador Card. Essas informações serão importantes para os usuários que pagam em dinheiro e precisarão se adaptar quando a mudança chegar às suas linhas.
A integração por cartão continuará prevista?
A regulamentação descrita também contempla a interoperabilidade com cartões utilizados no sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas e com o Metropasse, empregado no transporte coletivo da Região Metropolitana.
Essa previsão deve ser distinguida das regras do QR Code. A compatibilidade entre sistemas de cartões não significa que o código gerado no KIM terá os mesmos benefícios durante os testes.
Por isso, o passageiro deve verificar as condições do meio de pagamento escolhido, considerando as linhas utilizadas e a necessidade de integração.
Por que a Prefeitura pretende reduzir o uso de dinheiro?
Segundo a administração municipal, a substituição gradual de cédulas e moedas por meios eletrônicos busca reduzir os riscos associados à circulação de dinheiro nos coletivos e aumentar a segurança de passageiros e trabalhadores.
A Prefeitura também aponta como objetivos tornar o embarque mais ágil, melhorar a operação e ampliar o controle da arrecadação das tarifas.
De acordo com o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, aproximadamente 97% dos pagamentos no transporte público da capital já são realizados por meios eletrônicos. O percentual indica que a maior parte dos usuários utiliza essas modalidades, mas a transição ainda exige orientação para quem depende do dinheiro.
A implantação e a gestão logística da bilhetagem ficarão sob responsabilidade do Consórcio Salvador Transcard, que deverá garantir pontos de comercialização e recarga em diferentes regiões da cidade.
O que conferir antes de sair de casa?
Para utilizar o QR Code, o passageiro deve confirmar se o serviço está disponível na linha desejada, preparar o cartão virtual e verificar o saldo. Como o embarque dependerá da apresentação do código na tela, também é prudente manter o celular com bateria suficiente.
Quem precisa de integração deve conferir as condições do trajeto antes de escolher essa forma de pagamento. Durante os testes, o QR Code atenderá a um embarque isolado.
Para os demais usuários, a principal informação é acompanhar os avisos sobre a própria linha: não há previsão de encerramento simultâneo do pagamento em dinheiro em toda a cidade neste sábado. A implantação será gradual, com comunicação antecipada antes da suspensão do recebimento em espécie.
