Um ataque a facadas dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, terminou com três trabalhadores mortos na manhã de sábado (1º de agosto). O autor, identificado como Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, trabalhava como operador de empilhadeira para uma empresa terceirizada e estava de folga no dia do crime.
As vítimas foram identificadas como Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, operador de empilhadeira; Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, supervisor; e José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, que trabalhava como conferente.
O ataque aconteceu pouco antes do início do turno de parte dos trabalhadores, por volta das 5h50. A unidade fica às margens da Via Anchieta, uma das principais ligações entre a capital paulista e a Baixada Santista.
A fábrica de São Bernardo do Campo é uma das unidades mais importantes da Bombril. Segundo informações institucionais da companhia, a produção foi transferida para o município em 1976, e o complexo é considerado pela empresa sua principal unidade industrial.
Suspeito estava de folga quando entrou na empresa
Um dos pontos que chamam a atenção dos investigadores é o fato de Claudio não estar escalado para trabalhar naquele sábado.
Segundo informações reunidas pela polícia e divulgadas após o crime, o trabalhador teria ido até a unidade mesmo estando de folga. A investigação busca esclarecer se ele já chegou ao local com a intenção de procurar determinadas pessoas.
Testemunhas relataram que o primeiro ataque teria ocorrido nas proximidades dos banheiros da fábrica. Douglas teria sido uma das primeiras vítimas.
Durante a sequência do ataque, Edvaldo tentou intervir para impedir que o colega continuasse as agressões. Segundo relatos sobre a ocorrência, o supervisor teria utilizado uma cadeira na tentativa de conter Claudio, mas também foi atingido e morreu.
José Guilherme foi encontrado posteriormente nas proximidades.
Equipes de emergência foram acionadas, mas as três vítimas não resistiram aos ferimentos.
Possível bullying e assédio moral estão entre as linhas investigadas
A motivação do triplo homicídio ainda precisa ser oficialmente esclarecida.
Um dos elementos sob análise surgiu a partir dos depoimentos prestados por testemunhas. Colegas disseram à polícia que Claudio possivelmente era alvo de bullying e comentários depreciativos relacionados a características pessoais, que teriam sido praticados por duas das vítimas.
Essa informação, porém, deve ser tratada como uma hipótese investigativa, e não como motivação definitivamente comprovada para o crime.
Relatos divulgados após o ataque também indicam que Claudio apresentava comportamento mais introspectivo nos dias anteriores e teria comentado com familiares sobre problemas enfrentados no ambiente profissional.
A Polícia Civil deverá confrontar os depoimentos de funcionários e familiares com outros elementos obtidos durante a investigação para determinar o que aconteceu antes do ataque e se havia registros anteriores de conflitos no trabalho.
Também deverá ser apurado se existiam denúncias formais relacionadas a assédio moral ou desentendimentos entre os envolvidos.
Autor foi preso após o ataque
Depois dos homicídios, Claudio permaneceu nas dependências da empresa até a chegada das forças de segurança.
Segundo os relatos iniciais, ele não teria oferecido resistência à prisão. A arma utilizada no ataque foi apreendida, e o trabalhador foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde o caso foi registrado.
A ocorrência é investigada como triplo homicídio.
Informações posteriores apontaram ainda que mais de uma arma branca foi apreendida durante as diligências relacionadas ao caso.
As circunstâncias anteriores ao ataque, a entrada do trabalhador na fábrica durante seu período de folga e a sequência exata das agressões integram o trabalho de reconstrução realizado pelos investigadores.
Suspeito morreu após ser levado para delegacia
O caso ganhou um novo capítulo algumas horas depois da prisão.
Claudio Henrique da Silva foi encontrado morto enquanto estava sob custódia na carceragem do 2º Distrito Policial. Reportagens sobre a ocorrência informam que a morte é tratada como suicídio. As circunstâncias do episódio também deverão ser formalmente documentadas e apuradas pelas autoridades.
Agentes chegaram a realizar os primeiros procedimentos para tentar socorrê-lo enquanto aguardavam atendimento médico, mas ele não resistiu.
Com a morte do autor apontado pela polícia, a investigação criminal não terá uma eventual responsabilização penal do suspeito, mas a Polícia Civil ainda poderá trabalhar para esclarecer integralmente as circunstâncias e a motivação do triplo homicídio.
Quem eram as três vítimas do ataque na Bombril
As mortes de Douglas de Souza Vieira, Edvaldo Santos da Silva e José Guilherme Victoriano de Moura provocaram comoção entre familiares, amigos e trabalhadores da região.
Douglas tinha 39 anos e atuava como operador de empilhadeira. José Guilherme, de 54 anos, era conferente. Já Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, trabalhava como supervisor e, de acordo com as informações obtidas sobre o ataque, morreu após tentar interromper as agressões e proteger os colegas.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). Neste domingo (2), as vítimas foram sepultadas em São Bernardo do Campo.
Bombril lamenta mortes e diz colaborar com investigação
Após o episódio, a Bombril divulgou uma manifestação lamentando profundamente as mortes ocorridas em sua unidade de São Bernardo do Campo.
A companhia também informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação e prestando suporte diante da ocorrência.
O complexo industrial onde aconteceu o crime está instalado no km 14 da Via Anchieta, em São Bernardo. A fábrica funciona no local desde 1976 e ocupa posição central nas operações da tradicional fabricante brasileira de produtos de limpeza.
Polícia busca esclarecer o que levou ao triplo homicídio
A principal questão ainda sem resposta é o que provocou o ataque.
Os relatos sobre supostas provocações e assédio no ambiente de trabalho fazem parte das informações entregues à polícia, mas não permitem concluir, até o encerramento das investigações, que esse tenha sido efetivamente o motivo do crime.
A Polícia Civil deverá analisar depoimentos, eventuais imagens de câmeras de segurança, registros internos e demais elementos que possam ajudar a reconstruir tanto os momentos anteriores quanto a sequência do ataque.
O episódio terminou com quatro mortes: os três trabalhadores atacados na fábrica e o próprio autor, que morreu posteriormente enquanto estava sob custódia policial.
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