
Um caso de violência dentro de unidade de saúde chamou atenção em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, após um homem invadir a UPA do CIA durante a madrugada do dia 29 de abril de 2026.
De acordo com relatos de testemunhas, o suspeito entrou na unidade por volta das 4h portando uma tesoura e apresentando comportamento alterado. Ele tentou acessar áreas restritas destinadas a pacientes, o que levou o segurança a agir imediatamente para conter a situação.
Houve luta corporal no local. O vigilante, com apoio de outros funcionários, conseguiu desarmar o invasor antes que ele avançasse para dentro da unidade. Durante a ação, o segurança sofreu ferimentos leves e precisou de atendimento médico na própria UPA, sendo liberado em seguida.
Polícia é acionada, mas suspeito retorna horas depois com nova ameaça
Após o primeiro episódio, a Polícia Militar foi acionada e encaminhou o homem para a delegacia. No entanto, poucas horas depois, o caso ganhou novos desdobramentos que aumentaram ainda mais a tensão entre funcionários e pacientes.
Por volta das 7h da manhã, o mesmo indivíduo retornou à unidade, desta vez portando uma garrafa quebrada. Segundo testemunhas, ele demonstrava comportamento agressivo e afirmava querer recuperar a tesoura apreendida anteriormente.
A situação só não evoluiu para um novo confronto graças à intervenção de um policial militar à paisana, que conseguiu acalmar o homem antes que algo mais grave acontecesse.
Família intervém e leva suspeito para casa
Após o segundo episódio, familiares do homem chegaram à UPA e o conduziram de volta para casa. A repetição da ocorrência em um curto intervalo de tempo levantou preocupações sobre segurança em unidades de saúde e também sobre o estado de saúde mental do envolvido.
O que diz a UPA sobre o caso
Em nota oficial, a administração da UPA do CIA confirmou os dois episódios e destacou que todas as medidas de segurança foram adotadas.
Segundo a unidade, o homem acessou o local sem autorização portando objeto cortante e foi contido pela equipe de vigilância. Após ser levado à delegacia e posteriormente liberado, ele retornou apresentando sinais de alteração comportamental.
A direção também informou que:
- Um Boletim de Ocorrência foi registrado;
- Os órgãos competentes foram acionados;
- Funcionários receberam acolhimento psicológico;
- Medidas adicionais de segurança estão sendo reforçadas;
- O atendimento segue normalmente para a população.
Caso expõe fragilidade na segurança de unidades de saúde
O episódio reacende um debate importante sobre a segurança em unidades de pronto atendimento, que funcionam 24 horas e frequentemente lidam com situações de vulnerabilidade social, crises psicológicas e episódios de violência.
Especialistas apontam que, além do reforço na vigilância, casos como esse evidenciam a necessidade de integração entre saúde pública e atendimento psicológico emergencial, especialmente quando há sinais de transtornos mentais.
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