
Um crime brutal registrado na madrugada desta sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador, chocou moradores de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Um vendedor de café, de 59 anos, foi assassinado com extrema violência enquanto saía para trabalhar, em um caso que levanta dúvidas e intriga a polícia.
A vítima foi identificada como Jutaguaraci Castilho Dias, conhecido popularmente como “Café”, figura bastante conhecida na região por atuar há mais de três décadas vendendo cafezinho pelas ruas da cidade.
Rotina interrompida por um crime brutal
Naquele que seria mais um dia comum de trabalho, “Café” iniciou sua rotina ainda de madrugada, como fazia diariamente. Por volta das 3h30, ele preparou o café, organizou as garrafas térmicas e colocou tudo no caixote que utilizava para vender.
Mesmo sendo feriado, ele manteve o hábito. Entre 4h30 e 5h da manhã, saiu de casa em direção à Avenida Washington Luís, no bairro Estrada de Candeias.
Pouco tempo depois, o trabalhador foi encontrado morto.
A cena chamou atenção pela violência: o corpo estava caído em frente a uma residência, cercado por sangue, enquanto o material de trabalho permanecia a poucos metros — intacto.
14 golpes de faca e nenhum item levado
De acordo com informações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima sofreu cerca de 14 golpes de faca, atingindo regiões como peito, abdômen e costas.
Uma faca de serra, possivelmente utilizada no crime, foi encontrada próxima ao corpo. O cabo do objeto também foi localizado separado, o que pode indicar a intensidade da agressão.
Um ponto que reforça o mistério: nada foi roubado. O caixote com as garrafas de café permaneceu no local, o que praticamente descarta, em um primeiro momento, a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).
Silêncio durante o crime intriga moradores
Apesar de o crime ter ocorrido em uma área residencial, moradores relataram não ter ouvido gritos, pedidos de socorro ou qualquer movimentação suspeita durante a madrugada.
Esse detalhe levanta uma hipótese preocupante: a possibilidade de o ataque ter sido rápido e silencioso, possivelmente planejado.
A ausência de testemunhas diretas e de câmeras de segurança na região dificulta o avanço das investigações.
Polícia investiga emboscada ou discussão
A Polícia Civil trabalha com diferentes linhas de investigação para tentar esclarecer o caso:
- Emboscada: suspeita de que o autor tenha aguardado a vítima escondido, atacando de surpresa
- Discussão: possibilidade de um desentendimento que tenha evoluído rapidamente para violência extrema
Até o momento, nenhuma hipótese foi confirmada oficialmente.
O material recolhido no local, incluindo a faca e outros vestígios, foi encaminhado para perícia. O objetivo é identificar possíveis impressões digitais, DNA ou qualquer indício que leve ao autor do crime.
Família descarta envolvimento em conflitos
Familiares de “Café” afirmam que ele não tinha inimigos e nunca esteve envolvido em brigas ou situações de conflito.
Conhecido pela rotina de trabalho e pelo contato diário com moradores, ele era visto como uma pessoa tranquila e trabalhadora.
Esse perfil aumenta ainda mais a complexidade do caso, já que não há, até o momento, uma motivação clara para o assassinato.
Investigação segue sem suspeitos
O caso está sob responsabilidade da 22ª Delegacia Territorial, que segue em busca de informações que possam ajudar na identificação do autor.
A polícia reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima, o que pode ser fundamental para esclarecer o crime.
Enquanto isso, o assassinato de um trabalhador em plena madrugada — e justamente no Dia do Trabalhador — causa comoção e levanta novamente o debate sobre segurança pública na região.
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