O senador Ângelo Coronel (Republicanos) defendeu o fortalecimento do controle das fronteiras brasileiras como uma das principais estratégias para o combate ao tráfico de drogas e a outros crimes que afetam diretamente a segurança pública. A declaração foi feita neste sábado (15), durante sabatina promovida pelo Grupo A TARDE.
Na avaliação do parlamentar, concentrar ações apenas no aumento do policiamento ostensivo nas cidades não é suficiente para enfrentar de forma estrutural a circulação de drogas e produtos ilegais. Coronel argumentou que o país precisa ampliar a capacidade de fiscalização justamente nos locais utilizados como portas de entrada para atividades criminosas.
Coronel defende investimentos no monitoramento das fronteiras
Durante a sabatina, o senador mencionou o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) como uma ferramenta estratégica para ampliar o controle territorial brasileiro.
Segundo Coronel, investimentos em tecnologia, inteligência e equipamentos de vigilância podem permitir uma atuação mais eficiente contra organizações responsáveis pela entrada de drogas, armas, produtos contrabandeados e outras mercadorias ilegais.
O parlamentar relatou ter conhecido áreas de fronteira e ressaltou a dimensão do desafio enfrentado pelos órgãos de segurança.
“Onde entra a cocaína, anfetaminas, contrabando, onde entra tudo”, afirmou Coronel ao tratar das áreas de fronteira.
Para o senador, impedir ou dificultar a entrada desses produtos representa uma forma de atacar a origem de parte da cadeia criminosa que posteriormente abastece diferentes regiões brasileiras.
Estratégia mira origem do tráfico de drogas
O argumento apresentado por Ângelo Coronel é de que o enfrentamento à criminalidade precisa ocorrer antes que drogas e outros produtos ilícitos cheguem aos grandes centros urbanos.
Segundo ele, quando as ações de segurança ficam concentradas apenas no policiamento das ruas, o poder público passa a atuar principalmente sobre as consequências do problema.
“Se você não quer cortar a causa, não adianta querer policiar as ruas para tentar, com isso, ter um efeito de segurança”, declarou.
A proposta defendida pelo senador envolve, portanto, combinar o trabalho das forças de segurança estaduais com políticas nacionais de fiscalização das fronteiras e atuação integrada das instituições responsáveis pela defesa e segurança do território brasileiro.
Segurança pública na Bahia entra no debate
Coronel também relacionou a situação das fronteiras ao cenário de violência registrado na Bahia. Para o senador, parte dos problemas enfrentados pelos estados está ligada à circulação de drogas que atravessam diferentes regiões do país até chegar aos mercados consumidores.
Na avaliação dele, melhorar o controle das rotas utilizadas pelo tráfico pode reduzir a disponibilidade de entorpecentes e dificultar a atuação de organizações criminosas.
“É inadmissível hoje não fabricarmos um pacote de cocaína e a cocaína caminhar livremente dentro do Brasil”, disse.
O senador defendeu que a discussão sobre segurança pública ultrapasse medidas locais e envolva uma estratégia nacional de prevenção, inteligência e repressão ao tráfico.
Tecnologia e integração ganham espaço nas propostas de segurança
A utilização de recursos tecnológicos tem aparecido com frequência no debate sobre segurança pública. Sistemas de monitoramento, radares, sensores, comunicação integrada e compartilhamento de informações podem aumentar a capacidade de identificação de movimentações suspeitas em regiões extensas e de difícil fiscalização.
No caso das fronteiras brasileiras, a dimensão territorial torna o desafio ainda maior. Por isso, propostas que envolvem integração entre diferentes forças de segurança e órgãos federais ganham importância na discussão sobre o enfrentamento ao crime organizado.
Coronel defendeu que projetos já existentes recebam recursos suficientes para ampliar sua cobertura e capacidade operacional.
Debate eleitoral coloca segurança pública entre temas centrais
A segurança pública aparece como uma das principais questões discutidas no cenário eleitoral, especialmente diante da preocupação da população com tráfico de drogas, atuação de organizações criminosas e violência urbana.
Durante a sabatina, Ângelo Coronel apresentou o reforço das fronteiras como uma de suas principais respostas para o problema, defendendo uma atuação que combine prevenção, inteligência e repressão às rotas utilizadas por criminosos.
A declaração coloca o tema entre os assuntos que devem continuar presentes nas discussões políticas ao longo do período eleitoral.
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