Um grave acidente registrado na manhã desta quinta-feira, 10 de setembro, deixou quatro trabalhadores mortos e outras duas pessoas feridas em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. O desabamento aconteceu durante a construção de um galpão em uma unidade da Galvani, empresa que atua no setor de fertilizantes.
A ocorrência foi registrada por volta das 10h e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Segundo informações divulgadas pela empresa, seis pessoas foram diretamente envolvidas no acidente. Quatro não resistiram aos ferimentos. As outras duas permaneciam sob cuidados médicos e, conforme a companhia, apresentavam quadro considerado estável.
Galpão desabou durante trabalho de equipe terceirizada
O acidente aconteceu enquanto profissionais de uma empresa terceirizada trabalhavam na construção do galpão dentro da unidade industrial da Galvani em Luís Eduardo Magalhães.
Ainda não foram divulgadas informações conclusivas sobre o que provocou o colapso da estrutura.
A área precisou ser isolada para permitir o trabalho das equipes de emergência e evitar novos riscos enquanto os bombeiros avaliavam as condições da construção.
As circunstâncias deverão ser analisadas pelos órgãos responsáveis, que poderão verificar aspectos como as condições estruturais da obra, procedimentos adotados durante a construção e demais fatores relacionados ao acidente.
Bombeiros encontraram vítimas entre os escombros
Uma equipe da 2ª Companhia de Bombeiros Militar de Luís Eduardo Magalhães, vinculada ao 17º Batalhão de Bombeiros Militar, sediado em Barreiras, foi acionada por volta das 10h30.
Quando os militares chegaram, três vítimas estavam entre os escombros da estrutura.
Os óbitos foram constatados por um médico do Samu ainda no local.
Uma das vítimas estava presa pelo tornozelo nos destroços e precisou ser retirada pelos bombeiros durante a operação de resgate.
O trabalho exigiu cuidados adicionais devido ao risco existente em uma construção parcialmente colapsada.
Outras vítimas foram levadas para hospitais
Antes da chegada da equipe do Corpo de Bombeiros, outras três pessoas já haviam recebido atendimento do Samu e sido encaminhadas para unidades hospitalares da região.
Ambulâncias disponibilizadas pela própria empresa também participaram da resposta à emergência.
Segundo as informações divulgadas após o acidente, duas pessoas permaneciam hospitalizadas em condição estável.
Não foram detalhados os tipos de ferimentos apresentados pelos sobreviventes nem as unidades hospitalares para as quais foram encaminhados.
Quatro mortes foram confirmadas
Inicialmente, as equipes de resgate encontraram três vítimas sem vida entre os escombros.
Posteriormente, a Galvani confirmou que o número total de mortos chegou a quatro trabalhadores.
Ao todo, conforme a empresa, seis pessoas foram atingidas diretamente pela ocorrência: quatro morreram e duas sobreviveram.
A identidade das vítimas não havia sido informada nas informações disponibilizadas após o acidente.
Após a conclusão do trabalho de retirada, os corpos ficaram sob responsabilidade do Departamento de Polícia Técnica, responsável pelos procedimentos periciais e legais.
Perícia deve ajudar a esclarecer causa do acidente
As causas do desabamento ainda são desconhecidas.
A perícia técnica poderá ser decisiva para identificar a sequência de acontecimentos que levou ao colapso do galpão e esclarecer em que estágio estava a construção no momento do acidente.
Em ocorrências desse tipo, a apuração pode envolver análise da estrutura, dos materiais utilizados, das condições de execução da obra e da documentação relacionada aos serviços realizados no local.
Também podem ser analisados procedimentos de segurança adotados durante a atividade dos trabalhadores.
Até o momento das informações divulgadas, não havia conclusão oficial sobre responsabilidade pelo acidente.
Acidente reacende atenção para segurança na construção civil
A morte de trabalhadores durante uma obra também coloca em evidência os riscos associados às atividades da construção civil.
Obras envolvendo estruturas metálicas, concreto, montagem de galpões e movimentação de materiais exigem planejamento técnico, controle das condições estruturais e procedimentos rigorosos de segurança.
A legislação trabalhista brasileira estabelece normas específicas para atividades da construção, incluindo medidas de prevenção de acidentes, proteção coletiva, equipamentos de segurança e organização dos locais de trabalho.
A investigação do caso deverá apontar se todos os procedimentos exigidos estavam sendo cumpridos e qual fator provocou o desabamento.
Galvani afirma que presta assistência às famílias
Após o acidente, a Galvani divulgou posicionamento confirmando que o desabamento ocorreu durante a construção de um galpão em sua unidade de Luís Eduardo Magalhães e que os envolvidos eram trabalhadores de uma empresa terceirizada.
A companhia informou que está prestando assistência às famílias das vítimas e às demais pessoas atingidas pela ocorrência.
Também declarou estar colaborando com as autoridades locais responsáveis pela investigação.
A empresa manifestou pesar pelas mortes e solidariedade aos familiares e amigos dos trabalhadores.
Luís Eduardo Magalhães concentra atividades industriais e do agronegócio
Localizado no oeste baiano, Luís Eduardo Magalhães está entre os principais polos econômicos ligados ao agronegócio no estado.
A região possui forte presença de empresas relacionadas à produção agrícola, logística, armazenagem, processamento e fornecimento de insumos.
A Galvani atua na cadeia de fertilizantes, segmento diretamente relacionado à produção agrícola.
O acidente desta quinta-feira mobilizou serviços de emergência e órgãos técnicos que agora deverão atuar também na investigação para determinar exatamente o que provocou o colapso da estrutura.
Até a atualização das informações, quatro mortes estavam confirmadas e duas vítimas permaneciam sob atendimento médico em condição estável.
