A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 10 de setembro, a Operação Tântalo, destinada a investigar um suposto esquema de fraude contra a Caixa Econômica Federal que teria causado prejuízo superior a R$ 7,6 milhões.
A ação ocorreu em Nova Viçosa, no Extremo Sul da Bahia, onde foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. O investigado é suspeito de utilizar sua posição funcional para realizar operações bancárias fraudulentas.
Como funcionaria o esquema investigado pela Polícia Federal
As investigações apuram uma série de procedimentos supostamente realizados de maneira irregular dentro do sistema bancário. Entre as principais condutas investigadas estão a abertura irregular de contas, a inserção de informações falsas em sistemas informatizados, a contratação fraudulenta de operações de crédito e a transferência indevida de recursos.
Segundo as informações divulgadas sobre a Operação Tântalo, parte das movimentações teria sido direcionada para benefício do próprio investigado.
O prejuízo calculado até esta fase da investigação ultrapassa R$ 7,6 milhões, mas o valor ainda poderá sofrer alterações conforme a análise dos documentos, movimentações financeiras e equipamentos recolhidos durante a operação.
Celulares, documentos e equipamentos serão periciados
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação.
O material passará por análise pericial e investigativa. A Polícia Federal pretende identificar como as operações foram realizadas, para onde os recursos foram enviados e se outras pessoas participaram ou foram beneficiadas pelo suposto esquema.
A análise de computadores, celulares e documentos também poderá ajudar os investigadores a reconstruir as movimentações financeiras e verificar a existência de outras operações suspeitas ainda não contabilizadas no prejuízo inicialmente identificado.
PF investiga possíveis crimes contra administração e fé pública
A Operação Tântalo investiga possíveis crimes relacionados à Administração Pública e à fé pública.
A inserção deliberada de informações falsas em sistemas, quando confirmada durante uma investigação criminal, pode assumir especial relevância caso tenha ocorrido mediante utilização de acessos ou prerrogativas vinculadas ao exercício de uma função.
As responsabilidades criminais, no entanto, somente serão definidas após o avanço das investigações e eventual processo judicial. O investigado tem direito à defesa e deve ser tratado como inocente até eventual condenação definitiva.
Polícia Federal busca descobrir destino dos R$ 7,6 milhões
Um dos principais pontos da próxima etapa da investigação será descobrir qual foi o destino dos recursos supostamente desviados.
A apuração também procura identificar eventuais coautores, participantes ou beneficiários das operações investigadas. Além da responsabilização dos envolvidos, as autoridades trabalham com a possibilidade de adoção de medidas destinadas à recuperação de ativos e ao ressarcimento dos prejuízos.
O caso ocorre em meio a outras investigações recentes envolvendo fraudes bancárias na Bahia. Em julho, por exemplo, a Polícia Federal e o Gaeco deflagraram outra operação contra um grupo suspeito de utilizar documentos falsos para abrir contas na Caixa, contratar empréstimos fraudulentos e movimentar recursos obtidos ilegalmente.
A Operação Tântalo continua em andamento, e novas diligências poderão ser realizadas conforme os elementos obtidos a partir do material apreendido.
