A Polícia Civil da Bahia prendeu, nesta segunda-feira (31), um homem suspeito de integrar um esquema de desvio de celulares na Região Metropolitana de Salvador (RMS) que teria provocado prejuízo superior a R$ 162 mil a uma rede distribuidora.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido no município de Candeias, durante a Operação Manus Agiles, uma das duas ações realizadas pela Polícia Civil para combater crimes relacionados a aparelhos celulares na RMS e em Salvador.
De acordo com as investigações, o suspeito faria parte de um grupo criminoso formado, em sua maioria, por pessoas que trabalhavam no próprio estabelecimento prejudicado. A suspeita é de que a posição ocupada dentro da empresa tenha sido utilizada para facilitar a retirada irregular dos produtos.
A ação desta segunda-feira representa mais um desdobramento das investigações iniciadas anteriormente e amplia a ofensiva contra suspeitos envolvidos em furtos, roubos, receptação e comercialização irregular de celulares.
Esquema teria funcionado durante pelo menos dois meses
Segundo a Polícia Civil, os desvios investigados teriam ocorrido durante pelo menos dois meses de 2025.
Os investigadores apuram que integrantes do grupo utilizavam o conhecimento sobre os procedimentos internos da distribuidora para organizar a subtração dos aparelhos.
O esquema teria sido estruturado para impedir que determinadas caixas contendo celulares chegassem ao destino previsto dentro da operação logística da empresa.
A suspeita é de que funcionários ou ex-funcionários envolvidos na ação criminosa aproveitassem as próprias atribuições profissionais para facilitar o desaparecimento dos produtos sem despertar suspeitas imediatamente.
O prejuízo contabilizado pela distribuidora ultrapassa R$ 162 mil, segundo informações divulgadas durante a operação.
Até o momento, cinco aparelhos celulares foram recuperados pelas autoridades.
Prisão é desdobramento de operação realizada em abril
A prisão realizada em Candeias está relacionada à Operação Disconnected, deflagrada em abril.
Na ocasião, outros três suspeitos foram presos durante o avanço das investigações sobre o grupo.
Com os novos desdobramentos, a Polícia Civil busca identificar todos os participantes do esquema, esclarecer como os produtos eram retirados da cadeia de distribuição e descobrir o destino dado aos aparelhos depois dos desvios.
A investigação também pode ajudar a identificar eventuais receptadores ou comerciantes responsáveis pela revenda dos celulares retirados ilegalmente da distribuidora.
Polícia também fiscaliza comércio de celulares e acessórios em Salvador
Paralelamente à operação realizada na Região Metropolitana de Salvador, equipes da Polícia Civil fizeram fiscalizações em estabelecimentos comerciais da região central da capital baiana.
A ação ocorreu dentro da Operação Original, direcionada principalmente à apuração da venda e armazenamento de produtos que possam utilizar marcas reproduzidas ou imitadas sem autorização dos respectivos titulares.
Dois estabelecimentos que comercializam acessórios para celulares foram alvos da operação.
Os agentes verificaram mercadorias e documentação para identificar possíveis irregularidades envolvendo propriedade industrial e relações de consumo.
Outras duas lojas do setor de vestuário também foram vistoriadas durante a mobilização.
Operação apura possíveis produtos falsificados
A Operação Original busca identificar possíveis violações relacionadas à utilização irregular de marcas e à comercialização de mercadorias sem autorização dos proprietários das marcas originais.
Esse tipo de fiscalização pode resultar em investigações por crimes contra a propriedade industrial quando são constatadas reproduções ou imitações ilegais de marcas registradas.
Também podem ser analisadas eventuais infrações às normas de proteção e defesa do consumidor, especialmente quando há possibilidade de produtos falsificados serem apresentados ao público como originais.
A atuação conjunta entre órgãos policiais e entidades de defesa do consumidor pretende ampliar a fiscalização sobre o comércio irregular de mercadorias na capital baiana.
DEIC coordenou as duas operações
As duas operações foram realizadas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia.
A Operação Manus Agiles, responsável pelo cumprimento do mandado em Candeias, foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).
Já a Operação Original ficou sob responsabilidade da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon).
A fiscalização realizada em Salvador também contou com integrantes da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA) e da Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon), vinculada à Prefeitura de Salvador.
As investigações sobre o esquema de desvio de celulares seguem em andamento para identificar possíveis outros envolvidos e esclarecer toda a dinâmica do grupo criminoso.
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